quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O infantário II

O infantário que escolhemos para o João não é o melhor da cidade. Tem pessoas carinhosas e cuidadosas, tem um preço aceitável, fica pertinho de nossa casa e de casa do avô. No entanto não tem as melhores condições físicas como por exemplo um grande jardim ou salas muito grandes. No entanto achamos que seria o melhor para o João e para nós. Principalmente porque todas as crianças que por lá andam nos pareceram muito felizes nas duas visitas surpresa que fizemos ao infantário. E corriam alegres para os braços da Directora quando passava por eles enquanto nos acompanhava.

Apesar disso há determinadas coisas que me irritam. Quando chego lá a informação que tenho sobre ele é: "Esteve tudo bem". Nada mais. Se calhar devia contentar-me com isto, mas faz-me falta saber um pouco mais. Comeu bem? Quantas horas dormiu? Fez cocózito? Quantas vezes? Esteve rabugento? Provavelmente o "Esteve tudo bem" responde a estas questões todas resumidamente, mas... é uma sensação de desconforto. Quando pergunto tudo isto respondem-me sem qualquer tipo de problema e duvida, é certo, mas acho que não deveria ser eu a perguntar. Até porque me pediram para comprar um caderninho para apontarem as informações relevantes, coisa que não fizeram nunca. Só eu é que escrevo no caderninho. Tenho que investigar se há reuniões de pais para por esta questão. Ou então falar com a directora.

Acham que estou a ser picuinhas ou chatinha?

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O infantário

O João gosta de estar no infantário. Pelo menos é o que nos parece. Quando chega sorri para a educadora e vai ao colo dela sem qualquer tipo de problema. Quando o vamos buscar também vem alegre e contente ao colo dela.

No entanto acho que sente a nossa falta. Fica mesmo sentido com o pai e a mãe a ponto de não nos ligar nenhum quando o vamos buscar. Que inveja daqueles pais que dizem que quando vão buscar os seus bebés eles se encostam a eles ou lhes dão um abraço forte. O nosso não. Nem pensar. Quando o vou buscar quase que nem olha para mim. Eu diria que evita mesmo olhar, desviando os olhos cada vez que por acaso se cruzam com os meus. E isto dura 10 ou 15 minutos. Até eu fazer algumas brincadeiras que lhe quebrem a carapaça de durão. E com o pai, à noite, é a mesma coisa. Quando ele chega a casa é quase sempre ignorado pelo piolhito. Só passado algum tempo é que ele volta a olhar para o pai e abrincar com ele. Tão pequenino e já fica sentido.

Pediatra

Impecável.

71 cm e 8,5kg. A tender para o alto mas nem gordo nem magro.

Passa a fazer duas refeições principais de sopa e fruta e às vezes vai substituir a sopa por farinha de pau (bleghh!) ou açorda, ambas com pescada.

E está giro... não sei se já tinha dito?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Sete meses hoje

Não consigo fugir ao lugar comum: já? Nem dei conta por eles passarem.
Enquanto ele era (ainda) mais pequenino eu era muito precisa na idade dele. Quando me perguntavam quanto tempo tinha eu respondia: "Três meses e uma semana" ou "Quatro meses e meio" ou "Quase seis meses". Agora dou por mim a dizer que ele tem seis meses e ponto final. Mesmo a um dia de fazer sete meses. Parece que ele parou nos seis meses e que eu me recuso a acreditar que ele está a fazer sete meses. Coisas de mãe, enfim!

E como é ele aos sete meses?

Como é a fisicamente e psicologicamente
- Lindo (claro!)
- Muito comprido - parece que cresceu muito este mês (amanhã o pediatra o dirá)
- Muito sorridente para os mais chegados: basta olhar para ele para ele se derreter em sorrisos
- Também é muito sorridente para qualquer pessoa que se ria ou fale com ele
- Não tem medo de nada
- Não é nada chorão, mas de vez em quando rolam-lhe lágrimas bem grossas quando o deixamos sózinho sem brinquedos ou televisão para o distrair
- Adormece sozinho na cama dele depois do leite da noite
- Dorme a noite toda das 22h às 8h (não fosse a tosse que de vez em quando o ataca de noite e nós também dormiríamos a noite toda)
- Acorda sempre bem disposto e sorridente
- O banho é um momento de relax e de hidratação (a água com gel de banho é óptima para beber)
- Não rebola mas já se senta relativamente bem sozinho
- Não parece ter grandes manhas ou vícios (para já)
- Não é colo-dependente: tem direito a todo o colo que precisa, mas nem é ele que pede
- Não tem dentinhos
- "Fala" imenso e faz as expressões faciais correspondentes ao que está a dizer (lindas!)
- Fica sentido com o pai e a mãe quando o deixamos no infantário e ignora-nos quando nos vê pela primeira vez depois de o irmos buscar. É mais ou menos como quem diz: "Ai vocês deixaram-me lá? Então agora também não vos ligo nenhuma!"
- Não se incomoda com a fralda suja, se não fosse o cheiro nem dávamos por isso
- Não resmunga com fome mesmo quando às vezes nos atrasamos um bocadinho com a refeição

O que gosta
- Adora estar à janela em casa do avô a ver passar os carros e as pessoas
- Adora fazer cavalinho (balançar-se para a frente e para trás)
- Delira quando o levam até ao tecto
- Tem imensas cócegas na barriga, no pescoço e nas pernas e dá gargalhadas fantásticas quando o pai o ataca
- Entretém-se melhor com os brinquedos, mas continua a preferir a companhia de quem fale com ele
- Começa a dar gargalhadas sozinho a brincar com os seus brinquedos
- Gosta muito de papa, mas também come a sopa, a fruta e o iogurte bastante bem
- Gosta de ouvir música em geral e dorme belas sestas ao som de música clássica
- Do infantário (pelo menos assim parece!)

O que não gosta
- De estar muito tempo sozinho
- Gotas nos olhos ou remédios que saibam mal
- Não bebe água nem chá muito facilmente
- De grandes alterações na rotina da noite: às vezes fica muito resmungão quando chega a hora de dormir e não estamos em casa.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Ainda do Carnaval

Na segunda feira resolvemos mascarar o nosso piolho com uma outra máscara que tinhamos comprado inicialmente: de palhaço. Ficou muito giro, as cores vivas ficavam-lhe muito bem. Só havia um contra que não reparamos na altura da compra: a máscara constava de um fato completo que tinha apenas uma abertura de cerca de 10-15 cm junto à gola. Ou seja, o fato todo era vestido por aquela pequena abertura mais o espaço do pescoço. Foi uma luta para o vestir e a primeira vez que lhe tive que mudar a fralda o fato foi tirado e não se voltou a vestir. Onde é que estes senhores que fazem fatos para bebés têm a cabeça? (E onde tinham a cabeça estes pais que não viram este pormenor quando o compraram?)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Dia dos namorados

No domingo, dia dos namorados, jantamos com uns amigos e uma das suas possiveis namoradas. Como cavalheiro que é levou uma linda flor de peluche à M., que apesar de se fazer de difícil (nós mulheres somos assim) acho que gostou. Além disso foi muito fofo fazendo imensas festinhas na carinha da M. e da mãe dela. É assim mesmo, a "engraxar" a sogra!

Ele tem muito o hábito de fazer festinhas na cara das pessoas (nós, o avô, a educadora, algumas pessoas de fora, etc), mas não acredito que tenha já essa intenção. Parece-me antes que é uma forma de explorar a nossa cara, como faz com tantas outras coisas. Mas que sabe bem, sabe!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Praia


No sábado aproveitamos o sol e rumamos à praia com o nosso Zangão (não, não é uma abelha que isso é coisa de meninas!).


O nosso Zangão estava maravilhado com o mar e com a areia. Já o tinhamos levado a pasear junto à praia imensas vezes, mas sempre dentro do ovo no carrinho. Desta vez andamos com ele ao colo o que lhe possibilitava ver tudo o que o rodeava. Depois de uns minutos maravilhado com o mar, descobriu que o chão era engraçado. Todo ele se debruçava para ver a areia. Decidi sentá-lo um bocadinho na areia. Primeiro numa fralda para ver no que dava. Deu nele a arrancar a fralda da areia e a mergulhar as mãos com toda a força naquele chão estranho. Apanhava um bocadinho de areia na mão, levantava-a e abria a mão devagarinho. Ficava muito espantado a olhar para a areia a escorregar. Ao contrário do que eu pensava, não a tentou comer. Acho que o espanto era tanto que nem se lembrou disso. Lá chegará o tempo.


A repetir, sem dúvida! Bom tempo, vem depressa!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O meu filho é um oferecido ou O meu filho não tem medo de nada

Hoje, nove e meia da manhã, infantário. Surge à porta uma das educadoras mascarada dos pés à cabeça: pinturas exageradas na cara, cabeleira postiça, roupa à pirata, muito, muito, muito fantasiada mesmo. Reacção do meu filho: ri-se que nem um perdido!

A primeira coisa que a educadora disse foi: "Ai tu riste? Os teus coleguinhas todos nem se quiseram aproximar de mim! És o primeiro que gosta!". E lá foi ele todo contente para o colo dela.

Gostei porque estavam todas fantasiadas tal e qual como os meninos. Os bebés podiam ir ou não mascarados (já que não ligam nenhuma e até os pode incomodar) e nós optamos pelo meio termo: colocamos-lhe apenas um chapéu de palhaço. O fato de abelha que tem fica para períodos mais curtos durante o fim de semana prolongado.

Mas notem que: os meninos estavam todos mascarados de coisas bem diferentes; as meninas estavam todas de princesas/fadas. Somos ou não umas pirosas vaidosas??? :-)
Era de fada que eu mais gostava de me mascarar. O que vale é que tinha uma mãe imaginativa que me mascarava também de pierrot, de dama antiga, de minhota, e outras que já não me lembro.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O rapaz está furado...

... ou estará a recuperar de duas semanas com refeições difíceis??

Ontem dei-lhe ao jantar um iogurte natural com uma banana esmagada e bolachas maria desfeita. Uma das refeições habituais aquela hora. Comeu com uma velocidade louca e no final ficou de boca aberta a chorar por mais. Não tinha mais iogurtes naturais e tinha receio de abrir um dos iogurtes da Blédina com sabor a morango ou a baunilha porque na semana passado ele não tinha gostado muito. Mas deixar o rapaz com fome é que não!

Abri um iogurte de baunilha pensando que ele comia uma ou duas colheres e depois não queria mais. Pois sim! Comeu o pacotinho todo. No final, quando aproximei a colher vazia da boquita dele ainda a abriu: queria mais! Mas como já não chorava supus que fosse só gulodice e não lhe dei mais nada.

Bebé! Levas os pais à falência!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Rebolar

Nós não temos pressa que o João cresça. Somos muito calmos e sabemos que cada bebé tem o seu tempo, não se desenvolvem todos da mesma forma. Mas confesso que já me tinha questionado se não estaria na altura dele se rebolar.

Para que é que eu me questionei!!! Este fim de semana descobriu como é giro rebolar. Deixei-o no sofá, como sempre fazia, encostado a uma almofada no cantinho entre as costas e o braço do sofá. Como sempre, coloquei uma almofada ao lado dele para evitar que caia para o chão. Quando fui vê-lo passado os 45 segundos de aquecer a água para o biberon, estava estendido no sofá de barriga para baixo e pernitas para o ar a "dar a dar" em busca de um boneco que lhe tinha escorregado. Vá lá que se estendeu ao longo do sofá, e não para o lado do chão. Acho que nem a almofada o segurava... sofá sem vigilância: proibido!

Será que hoje não vai haver telefonemas do infantário?

Desde 5ª feira que está sem febre. Desde 6ª feira que voltou a ser o menino comilão que era. Está impecável sem tosse, sem nariz funguento, sem qualquer sintoma. O nosso coração de pais (e já agora, o nosso sono) só espera que aguente assim uns tempos. Será que vamos conseguir? É que hoje já foi para a creche....

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O Avô

O meu pai que tem pacientemente tomado conta do João durante esta última semana em que esteve doente acabou de me ligar dizendo entre risos: "Não me tragas mais o teu filho cá para casa sem estar doente!" :-)

Porquê? Porque:

- dar-lhe a papa é um espectáculo: se não é à velocidade que ele quer começa a lamber os restos que caem na babete, ou a tentar puxar a taça da papa, ou ainda a resmungar. O meu pai diz que para a próxima dá-lhe sopa porque apesar de ser mais difícil o ritmo é também mais lento e mais fácil de acompanhar. Neste momento contabiliza-se papa na cadeira, no sofá, na babygrow dele, na camisola do meu pai, na toalha da mesa e ainda numa fralda limpa-tudo. Não está mal, digo eu.

- guincha, ri, brinca, mexe-se, rasga os papéis que apanhar, puxa tudo o que é pano e naperon que estiver próximo, enfim! Não pára um segundo.

Mas eu sei que ele está é todo babado por o ter lá e estar a cuidar dele.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Mais uma visita ao pediatra

Duas visitas ao pediatra numa só semana é dose! O que vale é que viemos de lá sempre com a mesma resposta:

"Isto não é nada! Acredito que a si lhe pareça que está doente, mas para mim, que não o vejo todos os dias, está com um ar óptimo! É apenas uma virose e vai passar com uns dias sem infectário. Os pulmões estão limpissímos, nem parece que está cheio de tosse. Não se preocupe."

Fomos lá novamente porque desde o fim de semana que o rapaz abana a cabeça (como que a dizer que não) quando está mais mole ou com sono. Ora, associado à febre pensei que poderia ser uma otite. Quando liguei ao pediatra e falei neste sintoma, ele pensou o mesmo e mandou-me ir lá. Felizmente era falso alarme. Das duas uma: ou foi uma mania que apanhou durante uns dias, ou era para aliviar possíveis dores relacionadas com dentes. Entretanto já não faz isso.

Hoje dormiu muito bem, acordou sem febre, o narizito já está menos funguento (acho que a água do mar ajudou imenso!), mas... num ataque de tosse a seguir ao leite vomitou tudo! Cá para mim o piolho não gostou da roupa que lhe vesti (e já agora da minha) e vomitou para que eu tivesse que lhe trocar tudo. Piolho! A mãe tem que chegar limpinha e a horas ao emprego, senão qualquer dia despedem-na, tá?!?

Sabem o que me descansa no meio disto tudo? É que tirando momentos em que a febre subiu um bocadinho mais, ele está sempre sorridente, falador e brincalhão. Isso é que me dá a certeza que tudo vai passar!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Febre

Pelo menos esta virose serviu-me para esclarecer algumas dúvidas.

Aprendi que febres altas (acima dos 39º) dão direito ficar só de fralda ou a banhinho tépido (2º abaixo da temperatura do corpo), Ben-u-ron e a vigiar com atenção.

Febres entre os 38,5º e 39º dão direito a Ben-u-ron.

Febres até 38,5º dão direito a um controlo apertado, mas se não subir mais não há necessidade de dar Ben-u-ron.

Febre tirada no rabito, claro. Se for na testa ou ouvido não sei quais são os limites. Alguém sabe? E sabem se é credível a temperatura tirada no ouvido? Eu tenho um termómetro mas dá sempre temperaturas diferentes com apenas 10 segundos de diferença.... será que sou eu que sou uma naba?

E também aprendi que febre que não baixa com Ben-u-ron ou febre que mesmo depois de baixar com o Ben-u-ron deixa os bebés prostrados (sem vontade de rir ou brincar, só a querer dormir ou estar aninhados) dá visita imediata ao médico.

O meu ranhoso

Depois da tosse veio a febre. Quinta feira ligaram-me a meio da tarde do infantário informando-me que ele estava com febre e muito murchinho. 39,2º. Pedi-lhes que lhe dessem Ben-u-ron e a educadora, a medo, disse-me que já tinha dado mas que não sabia se tinha feito bem porque há pais que não gostam. Adiante.

Liguei ao pediatra que depois de algumas perguntas me disse que não devia ser nada mas que passasse no consultório para me descansar, já que era a primeira febre e ele ainda era pequenino. Viu ouvidos, garganta, boca, moleirinha, pulmões, tudinho. E estava tudo bem, apenas algumas secrecções que já tinha na consulta da semana anterior. Conclusão: virose apanhada no infectário. Controlar a febre e daqui a três dias está como novo.

E assim foi. A febre no dia seguinte ainda se manteve, mas no sábado já era muito baixinha. Continua ranhoso e com tosse mas quanto a isso eu pergunto-me: alguma vez passará? Ou só quando sair do infantário?

Mãe: profissão de risco

Ontem, pela primeira vez, arrisquei a cortar-lhe as unhas com ele acordado. Teve que ser: durante a sesta não me lembrei, e à noite, na caminha, não dá jeito nenhum e não vejo nada. Por isso arrisquei... E não lhe cortei nenhum pedaço de dedo! Se ficaram bem? Isso já é outra história :-)