quinta-feira, 30 de junho de 2011

Gelado afinal é bom!

Na passada sexta feira fomos novamente ao Portugal dos Pequenitos. O João delirou, mesmo com o calor infernal que estava em Coimbra.
A certa altura resolvemos comprar gelados. O pai comprou um e ofereceu ao João que, como sempre, recusou mal aproximou os lábios. É muito frio e ele não gosta(va). Depois foi a mãe comprar um Corneto Soft de morango. Voltei a oferecer-lhe... e ele aceitou. Deu uma lambidela, deu duas, deu três, até que eu achei piada e passei-lhe o gelado para a mão para tirar uma foto. Asneira! Nunca mais vi o meu gelado de volta. Pela primeira vez na vida comeu um gelado e comeu logo quase todo. O desperdício foi quase nulo... e com razão, aquele gelado é mesmo bom.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Um susto

Ontem o avô foi buscar o João à creche e veio de lá com um recado. Uma menina de 6 meses tinha sido internada com meningite. Fiquei em estado de quase pânico. O nosso pediatra perdeu uma sobrinha com uma meningite e já conversamos imensas vezes sobre isso. Logo eu estava mais ou menos a par e sabia que se a menina tinha sido internada e a creche me estava a informar é porque seria uma meningite meningococica, a mais grave. Se fosse viral ninguém teria a preocupação de me informar.

O delegado de saúde contactou a creche e deixou um antibiótico para todos os meninos tomarem apenas por prevenção durante dois dias. Intragável, por sinal, e muito difícil de o João o tomar.

Liguei imediatamente para o pediatra que me descansou. Realçou que a bebé não era da sala do João logo o risco de contágio é relativamente pequeno. Segundo ele, habitualmente só se dá antibiótico aos meninos da mesma sala até porque sendo bebés não convivem com os outros meninos. Mas eu sei que eles às vezes vão ver os bebés, talvez por isso lhes tenham dado também. Outra coisa que me disse é que os sintomas aparecem normalmente em 24h a 48h. Quando lhe disse que o João já não ia à creche desde 4ª feira (benditos feriados!) disse-me logo que não existe praticamente nenhuma probabilidade de vir desenvolver a doença. Na opinião dele nem precisava de tomar o antibiótico. Suspirei de alivio, claro.

No entanto optei por lhe dar na mesma o antibiótico. Não sei ao certo que tipo de contacto ele teve com a bebé: ele passa a vida aos beijinhos aos bebés! E sei também que a bactéria se pode alojar no nariz e garganta não causando qualquer problema à própria pessoa mas podendo transmiti-la a outros que podem ficar doentes. Por isso, à cautela, lá está o João a tomar aquele xarope intragável. E eu fiquei com uma dor de cabeça que só passou depois das 10h da noite...

Fica para informação este link da Direcção Geral de Saúde.

Paia

O João não pára de pedir praia. A toda a hora. Cada vez que vê uma imagem do mar na televisão, cada vez que vê água, cada vez que vê a toalha de praia, cada vez que ... enfim, tudo lhe faz lembrar a praia. Ou a piscina, que o rapaz não é esquisito. Este fim de semana foi bastante preenchido e só conseguimos dar um saltinho à praia no final de tarde de domingo. O tempo, embora quente, não estava nada de especial. Teimava em soprar um ventinho que, não sendo forte, aborrecia. Claro que o João não se importou nada e aquela hora e meia de praia foi uma delicia para ele. E eu gosto tanto de o ver feliz. O próximo fim de semana vai ser de praia. Está prometido. E depois são mais duas semanas de praia com a creche! Ele ainda nem se apercebeu disso... quando se aperceber vai delirar!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Fim de semana de exageros!

Foi muito passeio e pouco descanso:
- Festa da Coca em Monção na 5ª feira
- Portugal dos Pequenitos em Coimbra na 6ª feira
- Festa do segundo aniversário da M. no sábado com direito a banho de piscina para o João (de camisola e tudo, que o rapaz nem deu tempo de tirar)
- Piquenique de festa de segundo aniversário da M. no domingo com direito a final de tarde na praia
Esteve muito calor este fim de semana. Demasiado para tanta coisa que tinhamos que fazer. Mas lá conseguimos ultrapassar esse problema e divertimo-nos em grande. Agora não sabemos como vamos aguentar até ao próximo fim de semana... O que vale é que hoje já há outra vez festa lá em casa. :-)

domingo, 26 de junho de 2011

A sonhar

O João é filho de quem é e não há nada que enganar. Tal como a mãe fala a dormir.
Noutro dia, ainda na Madeira, dormia a sesta no carro. De repente levanta a cabeça e diz "abião"! Volta a pousar a cabeça e dorme descansadamente.
Outra vez, também a dormir a sesta no carro em viagem já não sei para onde, levanta a cabeça, abre os olhos e diz "a menina, a menina!". Volta  fechar os olhos e dorme sossegado. Tinhamos andado à procura de uma menina com quem ele tinha brincado umas horas antes e que tinha ido embora com a mãe. Devia estar a sonhar com isso.
É tão giro ver nele pequenas coisas nossas.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Ainda das férias

O João vem da Madeira a contar até nove sem se enganar. Onde está o meu bebé?

quarta-feira, 22 de junho de 2011

23 meses

Parabéns meu príncipe encantado!

(Se o blogger não estivesse do contra eu teria uma bela foto para colocar aqui... bahhhh!)

Pela primeira vez...

O João ficou a chorar no infantário. Na segunda feira o pai foi levá-lo e correu tudo dentro do normal. Ontem fui eu levá-lo e ele não queria ficar nem por nada. Chorou agarrado a mim, foi para a sala a chorar e ficou na sala a chorar (que eu fiquei por lá a "ler" os recados no placard para ver se o ouvia!). Ele nunca o fez, nem quando era bebézinho nem depois de já mais crescido. Não gostei.

Fiquei desorientada sem saber o que pensar... será porque fui eu deixá-lo e costuma ser o pai? Será que foi porque sempre que ele vai comigo de manhã é para casa do avô e e ele pensou que era isso que ia acontecer? Será que é por a educadora estar de férias e meteram lá outra pessoa? Será que foi por nós termos estado de férias? Só questões sem resposta, coisa que eu detesto.

Hoje aconteceu a mesma coisa. Quando a auxiliar da sala dele o veio buscar agarrou-se a mim a chorar e só com muito esforço e promessas de ir ver os bichinhos que eles lá têm é que me largou. A chorar, mas foi com a auxiliar.

Mas hoje venho já mais descansada. Mal saímos do carro à porta da creche ele começou a "perguntar" "Vera? Vera?" Nitidamente ele sentiu a falta da educadora que meteu estes 3 dias de férias. No primeiro dia ficou bem porque não sabia que ela não estava, mas no segundo já não queria ficar. Depois, em conversa com a auxiliar (que ele adora!), percebi que tinham uma estagiária na sala que ainda não está habituada a lidar com os miudos e isso também o afectou. Segunda feira vai voltar a ficar bem com toda a certeza!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Palavras mais usadas nas férias

Olha, olha!
Papéu! (chapéu)
Tintado (pintar, o entretimento ideal para as refeições mais prolongadas)
Túnel (havia tantos, não haveria de aprender!)
Tixa (lagartixa, adorou vê-las e tentar apanhá-las!)
Oh! (espantado, às vezes de verdade outras a fazer fita... é um fiteiro este meu filho)
Tuitado (cuidado, de tanto o ouvir naqueles precipícios com vista para o mar!)
Bião (avião)
Érico (Teleférico)
Paia (na realidade era piscina, mas...)
Badô (elevador... era o que dava estarmos no 10º andar; em casa só anda três nem dá para tomar o gosto)
Mar
Céu
Sou (sol)
Bóia
Pachicho (passarinho)

Ser pai e mãe

No fim de semana fomos almoçar a um centro comercial. Enquanto dava a sopa ao João ele riscava pintava uns desenhos. Na mesa ao lado estava um pai e uma mãe com uma Mafalda. O pai e a mãe discutiam (em voz baixa, mas a discutir) enquanto a Mafalda rondava a mesa deles. E estiverem assim desde que chegamos. Sem sequer olhar para a menina. Quando ela viu o João pintar abeirou-se da nossa mesa. Como já me tinha apercebido da situação perguntei-lhe se queria pintar. Ela disse que ia perguntar à mãe. E foi. Só à quinta chamada de atenção é que a mãe olhou para ela. Disse-lhe que podia, mas nem olhou para nós para ver o nosso aspecto. A Mafalda sentou-se a pintar e a conversar connosco. Disse-me que tinha 4 anos, que sabia pintar bem mas que quando era bebé como o João também só sabia fazer riscos e por isso eu não ficasse chateada com ele (porque eu estava a elogiar a pintura dela). Amorosa. E lá esteve até que a mãe saiu disparada da mesa e o pai veio buscá-la e agradeceu. Dei-lhe os desenhos para levar com ela. Acho que fizemos o dia daquela menina mais feliz. Ou menos triste. Todos temos dias melhores e dias piores, mas enquanto me lembrar da cara triste da menina a vaguear à volta da mesa tentarei não ter dias piores.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A viagem de avião

Correu surpreendentemente bem.

À espera de um momento dificil preparamos tudo:
- chupeta para aliviar a pressão nos ouvidos
- comida e bebida para entreter e aliviar a fome
- livros e mais livros
- PSP com os videos do Pocoyo e das Músicas da Carochinha
- dois ou três brinquedos preferidos
- cromos do Pocoyo
- etc.

Não foi preciso nada disso. Explicamos-lhe que iamos andar de avião, mostramos-lhe os aviões da sala de embarque, dissemos-lhe que ele fazia muito barulho porque tinha que fazer muita força para levantar mas que não fazia mal. Não ficou lá muito convencido. Mas lá começou a imitar o pai a fazer o barulho do avião a levantar (só visto!).

Quando começamos a subir as escadas para o avião começou a chorar e a agarrar-se ao pai. Entramos com ele em prantos mas subitamente parou quando o avô lhe perguntou se queria ir ver os aviões à janela. Foi todo contente e não tivemos mais choros.

Como embarcamos às 14h30 (hora da sesta) acabou por adormecer ao meu colo e fez a viagem quase toda a dormir. Aterrou a dormir. Abriu um olho por causa do barulho mas voltou a fechá-lo no mesmo instante. Não precisamos de livros, músicas, nada. Só da janela do avião para lhe mostrar a vista nos primeiros instantes e da chupeta para dormir.

No regresso repetiu-se o choro ao entrar no avião, mas passou mais rapidamente. Desta vez tinha dormido meia hora a seguir ao almoço o que não o deixou adormecer facilmente. Esteve uma hora acordado e ainda tivemos tempo de ver um livro, de lanchar e de ver a paisagem e as nuvens, mas depois enroscou-se no meu colo e adormeceu. Mais uma vez não teve oportunidade de sentir o avião aterrar já que saiu ainda a dormir.

Mas giro foi vê-lo a fazer força para ajudar o avião a levantar. "Força João, faz força para ajudar o avião a levantar!" E ele lá se contraía todo, fazia o barulho do avião a  levantar e foi um fartote de riso. Foi a maneira que arranjamos para ele não se assustar com o barulho e resultou na perfeição.

Em ambas as viagens, no controle de bagagem de mão, apenas me pediram para provar a água que levava. Iogurtes, boiões de fruta, fruta, bolachas, nada disso foi controlado. E foram tão, tão, tão simpáticos com o João em ambos os aeroportos: fartaram-se de brincar com ele enquanto nós tiravamos tudo dos bolsos, fechavamos carrinho, separavamos as comidas e bebidas dele, etc. Aprovado!

domingo, 19 de junho de 2011

A viagem em (algumas) fotos

"Tanto espaço para correr que há no Aeroporto!"
 "Olha! Olha! Avião!"
"Este bicho é muito giro... e grande!"
 "Estas bananas são mesmo boas!"

"Este sol é mesmo forte. Mamã, emprestas-me os teus óculos? Vá lá, são mais giros que os meus!"
"Mas... eu atirei a chupeta para ali. Como não a veêm?!?"
 "Esta chupeta termometro também não é má,  mas não é a mesma coisa. Falta muito para chegar ao hotel e ter outra peta?"
 "As tixas são muito giras. E há muitas!"
 "Dizem que este é o ponto mais alto da Madeira? Deixa-me trepar mais um bocadinho para ficar ainda mais alto!"
 "Este chapéu que o avô me deu é engraçado!"
 "Cucu! Estamos tão alto!"
 "Ah! Boa vida na Marina do Funchal. Até tenho quem me carregue!"
 "Os sapos do jardim Botânico são muito giros... mas fugiram de mim!"
"Um doi tê: salto!"
"Esta praia é muito boa! Diferente, mas muito boa! Dizem que se chama piscina."
 "Não mergulhes papá! Cuidado!"
"Ah! Com  a mamã é que eu estou seguro!"
"Será que eu quero ir no teleférico do Garajau? Não sei não..."
 "Esta também é praia? Mas só tem pedras? É mesmo assim? Então está bem, vou atirar algumas ao mar para ver se encontro a areia!"
"O nosso avião quer levar-me o chapéu!!!"

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A chupeta fica na Madeira? Nãããõooo!

Num acto (certamente) impensado o João atirou a sua chupeta ao mar da Ribeira Brava. Nós aproveitamos logo para lhe explicar que não tínhamos mais e que na Madeira não havia à venda. Ah! E que havia agora um peixinho no imenso mar com a chupeta dele, mas que era impossível encontrá-lo porque o mar era muito grande. Convenceu-se. Até o sono e o cansaço se apoderarem dele. E pediu, e suplicou, e estava mesmo cansado (que estas viagens não são fáceis para eles por mais cuidado que tenhamos). E lá fui eu buscar a chupeta de reserva. Era muita coisa num só dia.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Férias

Para a semana vamos de férias. Vamos passear, conhecer novos sítios, mergulhar em águas mais mornas, apanhar sol, comer bem, brincar muito, dormir o do costume ou menos, etc. Assim esperamos, pelo menos! E vai saber muito bem!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Do fim de semana de praia

"Paia... aeia... ábua ábua. "

O nosso fim de semana foi assim: cheio de praia e sol. Sábado esteve uma manhã de praia fantástica. Bastante calor, uma brisa suave, maré baixa... perfeito! Domingo não esteve mau, mas estava um bocadinho de vento. O João, muito embora não seja o fã número um da areia, também não desgosta. O que ele gosta mesmo é da água do mar... de a beber, claro. No sábado lambia as mãos, lambia a pá, lambia tudo que lhe vinha parar às mãos. Até um seixo ele lambeu. A certa altura desisti de o proibir: não adiantava de nada e, apesar de não ser a coisa mais limpa do mundo, também não o vai matar. Curiosamente no domingo já quase não o fazia. Está aberta a época balnear!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Birras!

Sejam muito benvindas! E a teimosia tambem. Espero é que nao fiquem por cá muito tempo, que ainda vamos no inicio e a paciência já não abunda. Ignorar, ignorar, ignorar é a palavra de ordem.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Toys'r Us

Cada vez que passamos ao largo desta loja, o João fica completamente entusiasmado. Puxa-nos para lá, choraminga se vamos em sentido contrário, insiste e volta a insistir. Nós só lá fomos com ele umas 3 ou 4 vezes, mas parece que foi o suficiente para ele perceber que é o paraíso das crianças. O que o move não é tanto os brinquedos para trazer para casa, mas sim  as imensas casinhas, baloiços e balancés que por lá há para os meninos experimentarem e pedincharem aos pais. A nossa sorte é que ele ainda não pedincha. :-)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Fim de tarde de domingo

"No domingo à tarde a mamã e o papá levaram-me a passear ao pé dum rio com uma amiga da mamã. Depois foram lanchar e queriam que eu provasse uma coisa estranha... eles chamavam-lhe caracóis. Eu só não percebi porque é que eles comiam aquelas coisas de dentro dumas cascas quando as cascas tinham muito melhor aspecto. Pena que não me deixaram provar as cascas. O resto não quis, blheccc! Mas bebi sumo e comi torradas.
Fiz amizade com toda a gente da esplanada, em especial com uns senhores que tinham idade para ser meus avós. Eram simpáticos e até me ofereceram os tais caracóis e torradas. Eu tive vergonha e não aceitei. A mamã diz para não aceitar nada de estranhos...
Depois começou a chover forte e feio e a trovejar muito. Obviamente que não tive medo nenhum e que me diverti imenso a apanhar as gotas que caiam do telhadinho que cobria a esplanada onde estavamos. Toda a gente estava escandalizada por a mamã e o papá me deixarem brincar com a chuva. Diziam que me estava a molhar todo, mas ouvi a mamã dizer que não fazia mal porque estavam 27 graus e porque tinha uma roupa suplente para mim. Ela pensa em tudo. E eu diverti-me tanto com a chuva! Ainda bem que eles me deixaram. Depois vesti a roupa sequinha e fui para casa. Ah! Ainda tive direito a uma daquelas bolas grandes que saiem de dentro de uma máquina... não sei como o meu pai fez, mas saiu de lá de dentro um brinquedo. Giro!
E foi uma tarde muito divertida!"
João, 22 meses