Não sei o que conversaram hoje na escola, mas o João vinha um doce. Não houve atrasos para entrar no banho, comeu a sopa à primeira chamada, sentou à mesa quando pedimos, etc. Ele não faz birras gratuitas, acontecem essencialmente quando tem sono ou está bastante cansado. Mas arrasta-se para fazer o que pedimos. Tem sempre mais 5 minutos para brincar, ver televisão ou fazer outra coisa qualquer.
Hoje estava tão obediente que até estranhei... deve ter sido das marcas que trazia na testa. Foi na cama, segundo ele. A educadora confirma. Mas ainda não percebi como é que ele me aparece em casa com 6 ou 7 pintas negras. Não, não são nódoas negras. São mesmo pintas negras perfeitamente alinhadas na testa (4 em baixo e 3 mais em cima). Por mais que pense não imagino como as terá feito. O pai ficou de investigar melhor de manhã.
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quinta-feira, 19 de abril de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
O que eles aprendem na creche!
Há pouco ao sentá-lo na cadeira começa a cantar:
"Nossa, nossa
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai"
Mas o meu filho anda a aprender Michel Teló na creche? Em casa não foi, no Avô muito menos... Ao que nós chegamos!!
"Nossa, nossa
Assim você me mata
Ai se eu te pego, ai ai"
Mas o meu filho anda a aprender Michel Teló na creche? Em casa não foi, no Avô muito menos... Ao que nós chegamos!!
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
sábado, 10 de dezembro de 2011
Instituições
Ontem fomos visitar 3 instituições: uma IPSS, um externato privado e um jardim de infância de uma escola pública. Talvez a IPSS seja a melhor opção.
O jardim de infância da escola pública tem carências óbvias: a nivel de horários, de falta de instalações para lanchar (a cantina só abre à hora de almoço!!), não há recreio no exterior (apesar de terem imenso espaço para isso), etc. Os meninos estão todos juntos quer tenham 3 ou 6 anos.
O Externato não me pareceu mau, mas para o preço que é pedido... não justifica! A vantagem é que o número de crianças é menor e por isso há um acompanhamento mais personalizado. Mas para além da mensalidade que já é alta temos que pagar a alimentação. as fardas completas, o prolongamento a partir das 16 horas, etc. E pagar quase 6€ por uma refeição de uma criança de 3 anos, parece-me exagerado! Além disso os meninos estão misturados independentemente da idade.
A IPSS tem um horário mais alargado, tem as salas divididas por idades, tem muito espaço interior e exterior, não é barata mas também não é exageradamente cara, tenho boas recomendações...
A ver vamos!
O jardim de infância da escola pública tem carências óbvias: a nivel de horários, de falta de instalações para lanchar (a cantina só abre à hora de almoço!!), não há recreio no exterior (apesar de terem imenso espaço para isso), etc. Os meninos estão todos juntos quer tenham 3 ou 6 anos.
O Externato não me pareceu mau, mas para o preço que é pedido... não justifica! A vantagem é que o número de crianças é menor e por isso há um acompanhamento mais personalizado. Mas para além da mensalidade que já é alta temos que pagar a alimentação. as fardas completas, o prolongamento a partir das 16 horas, etc. E pagar quase 6€ por uma refeição de uma criança de 3 anos, parece-me exagerado! Além disso os meninos estão misturados independentemente da idade.
A IPSS tem um horário mais alargado, tem as salas divididas por idades, tem muito espaço interior e exterior, não é barata mas também não é exageradamente cara, tenho boas recomendações...
A ver vamos!
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Tempo de chuva
O Avô costuma ir buscar o João à creche por volta das 17 horas. Em tempo de chuva forte, é mais prático ser eu a ir buscá-lo uma vez que vou de carro e não se molha todo no curto mas longo caminho até casa do Avô. Curto em distância, mas longo porque ele tem que ver tudo: autocarros, obras, carros pequeninos (vulgo Smarts), etc. E levá-lo ao colo está fora de questão, que ele já é muito pesado para as costas do Avô.
No entanto há um senão. Só o consigo ir buscar por volta das 18 horas (a passar um bocadinho). Ele começa a ver os amigos ir embora (quando ele é sempre o primeiro). Depois, por volta das 17h45, a educadora desce com ele para a sala comum onde funciona o prolongamento de horário a partir das 18 horas. Finalmente, às 18 horas, a educadora despede-se e ele fica com uma auxiliar (de quem ele até gosta). Durante este processo chora, pede para ir embora, chama pelo Avô e pela Mãe. "Raquel, não qué sala, qué i embora. O Avô?" Só sossega com uma bolacha na boca, mas mesmo assim não muito. A alegria e o alívio dele quando me vê é notória. E custa-me tanto deixá-lo lá até às seis da tarde... e corta o coração ao Avô. Passa a vida à janela a ver se pára de chover. Mas achamos que é o melhor para ele. Será? Dúvidas, as eternas dúvidas de educar uma criança.
No entanto há um senão. Só o consigo ir buscar por volta das 18 horas (a passar um bocadinho). Ele começa a ver os amigos ir embora (quando ele é sempre o primeiro). Depois, por volta das 17h45, a educadora desce com ele para a sala comum onde funciona o prolongamento de horário a partir das 18 horas. Finalmente, às 18 horas, a educadora despede-se e ele fica com uma auxiliar (de quem ele até gosta). Durante este processo chora, pede para ir embora, chama pelo Avô e pela Mãe. "Raquel, não qué sala, qué i embora. O Avô?" Só sossega com uma bolacha na boca, mas mesmo assim não muito. A alegria e o alívio dele quando me vê é notória. E custa-me tanto deixá-lo lá até às seis da tarde... e corta o coração ao Avô. Passa a vida à janela a ver se pára de chover. Mas achamos que é o melhor para ele. Será? Dúvidas, as eternas dúvidas de educar uma criança.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Da creche
Hoje fui à reunião de pais da creche. A reunião de pais já tinha sido durante a semana que estivemos de férias, mas marquei com a Educadora para saber o que tinha sido falado.
O João é esperto e amoroso, juntamente com a R. é uma grande ajuda para a educadora no ensino das cores e dos números aos outros meninos, está sempre disponivel para ajudar a arrumar os catres de dormir ou deitar fora uma fralda dos mais pequeninos, come muito bem sózinho, calça-se sózinho depois da sesta ("Mãe, não me mande sapatos de cordões!"), adora a Capoeira e o professor, brinca bem com todos os meninos e meninas e nunca lhes bate ou é agressivo, junta-se sempre ao Rodrigo e ao David (os únicos rapazes da sala), gosta de brincar com os carros e na casinha, só bebe leite ao lanche se estiver bem quentinho, tem vergonha de tirar a camisola (e eu pensava que era birra... mas acabei de testar e parece mesmo vergonha!), não tem descuidos nos xixis e cocós, começa a dormir a sesta sem chupeta, e tantas outras coisas.
No final da conversa questionei a Educadora como seria no próximo ano a passagem da creche para o jardim de infância: se ela e a auxiliar iriam com ele, se havia mais que uma sala de jardim de infância, etc. Eu já sabia as respostas, queria apenas confirmar o que já suspeitava. E confirmei ainda mais do que esperava. A Educadora, directamente mas pedindo discrição, aconselhou-me a procurar outro jardim de infância. O jardim de infância ali é apenas uma sala para os meninos dos 3 aos 5 anos. Eles têm necessidades diferentes consoante as idades. Além disso, as actividades que eles fazem lá são limitadas e meninos dessas idades precisam de ser mais estimulados, de ir mais longe, de serem permanentemente desafiados. Tudo palavras da Educadora.
A meu pedido recomendou-me duas outras creches na zona: uma onde está uma amiga da Auxiliar a trabalhar e outra onde anda o filho de uma outra educadora lá da creche do João. Recomendou-me que não escolhesse uma que eu também já tinha visto (quando ele nasceu) e não tinha gostado. Agradeci-lhe a sinceridade e reforcei a minha ideia de que o João, este ano, está bem entregue (e esteve até agora). E mais uma vez saí de lá com a certeza que posso confiar plenamente na Educadora e na Auxiliar do João. Já na Direcção da escola, não confio nem um bocadinho. E agora ainda menos.
E agora começa a angústia da separação. Só de pensar que no próximo ano o João vai ter novos amigos, novas educadoras, novos espaços... já me dá um aperto no coração. Mesmo que seja melhor para ele, temo a sua reacção à mudança. Já o disse tantas vezes a outras mães: eles habituam-se, são muito mais flexiveis que nós. Mas agora, que é com o João, já não acredito tanto nesta teoria. :-(
O João é esperto e amoroso, juntamente com a R. é uma grande ajuda para a educadora no ensino das cores e dos números aos outros meninos, está sempre disponivel para ajudar a arrumar os catres de dormir ou deitar fora uma fralda dos mais pequeninos, come muito bem sózinho, calça-se sózinho depois da sesta ("Mãe, não me mande sapatos de cordões!"), adora a Capoeira e o professor, brinca bem com todos os meninos e meninas e nunca lhes bate ou é agressivo, junta-se sempre ao Rodrigo e ao David (os únicos rapazes da sala), gosta de brincar com os carros e na casinha, só bebe leite ao lanche se estiver bem quentinho, tem vergonha de tirar a camisola (e eu pensava que era birra... mas acabei de testar e parece mesmo vergonha!), não tem descuidos nos xixis e cocós, começa a dormir a sesta sem chupeta, e tantas outras coisas.
No final da conversa questionei a Educadora como seria no próximo ano a passagem da creche para o jardim de infância: se ela e a auxiliar iriam com ele, se havia mais que uma sala de jardim de infância, etc. Eu já sabia as respostas, queria apenas confirmar o que já suspeitava. E confirmei ainda mais do que esperava. A Educadora, directamente mas pedindo discrição, aconselhou-me a procurar outro jardim de infância. O jardim de infância ali é apenas uma sala para os meninos dos 3 aos 5 anos. Eles têm necessidades diferentes consoante as idades. Além disso, as actividades que eles fazem lá são limitadas e meninos dessas idades precisam de ser mais estimulados, de ir mais longe, de serem permanentemente desafiados. Tudo palavras da Educadora.
A meu pedido recomendou-me duas outras creches na zona: uma onde está uma amiga da Auxiliar a trabalhar e outra onde anda o filho de uma outra educadora lá da creche do João. Recomendou-me que não escolhesse uma que eu também já tinha visto (quando ele nasceu) e não tinha gostado. Agradeci-lhe a sinceridade e reforcei a minha ideia de que o João, este ano, está bem entregue (e esteve até agora). E mais uma vez saí de lá com a certeza que posso confiar plenamente na Educadora e na Auxiliar do João. Já na Direcção da escola, não confio nem um bocadinho. E agora ainda menos.
E agora começa a angústia da separação. Só de pensar que no próximo ano o João vai ter novos amigos, novas educadoras, novos espaços... já me dá um aperto no coração. Mesmo que seja melhor para ele, temo a sua reacção à mudança. Já o disse tantas vezes a outras mães: eles habituam-se, são muito mais flexiveis que nós. Mas agora, que é com o João, já não acredito tanto nesta teoria. :-(
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Glup....
E da escola chega o aviso de que havia meninos com piolhos e que os pais devem estar atentos à cabeça dos filhos... eu nunca vi um piolho! Não sei o que procurar! Recuso-me a acreditar que isso possa acontecer!
Sei que o João não tem porque a educadora esteve a ver a cabeça de todas as crianças e não referiu nada em relação ao João, mas só de pensar nestas bichezas já estou cheia de comichões na cabeça. E se vier a ter? O que fazer? Pentes eléctricos? Shampoos com insecticidas, o vulgar Quitoso? Shampoos por asfixia e sem insecticidas como há tantos hoje em dia? Ninguém merece...
Sei que o João não tem porque a educadora esteve a ver a cabeça de todas as crianças e não referiu nada em relação ao João, mas só de pensar nestas bichezas já estou cheia de comichões na cabeça. E se vier a ter? O que fazer? Pentes eléctricos? Shampoos com insecticidas, o vulgar Quitoso? Shampoos por asfixia e sem insecticidas como há tantos hoje em dia? Ninguém merece...
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Está a crescer
Na 4ª feira recebi um recado da escola dizendo que na quinta feira iam fazer uma demonstração de aulas de ginástica e na próxima 2ª feira uma demonstração de aulas de música para os meninos da sala de 2 anos e do jardim de infância. O objectivo, segundo o recado, era os pais poderem escolher com consciência as actividades em que quereriam inscrever os meninos.
Como sou mázinha, pensei logo: mas como é que eu vou saber se ele gosta ou não se não estou lá? Como é que vou conseguir escolher em consciência se não vou ver? Ele não vai saber dizer nada de jeito sobre a aula, a linguagem dele não é assim tão desenvolvida. Até mandei um recado para a escola para confirmar se a apresentação também era para pais ou se era só para as crianças. Era só para as crianças, mas as educadoras dariam o feedback sobre as demonstrações.
Pois tive que engolir as minhas dúvidas. O João diz que gostou muito. Que tinha música. Que era todas as quintas (feiras). Que tirou os sapatos para a ginática. Que eram duas meninas muito giras. Que tinha tunéis. Dizes tu que o rapaz não se explica e não sabe dizer se gostou da ginástica? Ora toma! Delirei em especial quando ele diz "Todas quintas". Ainda hesitei: será que é mesmo isto que ele quer dizer? Mas era. Todas as quintas feiras vai haver ginástica. Vai sim senhor, que a mãe vai inscrever o João. Vamos ver como corre a música na 2ª feira.
Como sou mázinha, pensei logo: mas como é que eu vou saber se ele gosta ou não se não estou lá? Como é que vou conseguir escolher em consciência se não vou ver? Ele não vai saber dizer nada de jeito sobre a aula, a linguagem dele não é assim tão desenvolvida. Até mandei um recado para a escola para confirmar se a apresentação também era para pais ou se era só para as crianças. Era só para as crianças, mas as educadoras dariam o feedback sobre as demonstrações.
Pois tive que engolir as minhas dúvidas. O João diz que gostou muito. Que tinha música. Que era todas as quintas (feiras). Que tirou os sapatos para a ginática. Que eram duas meninas muito giras. Que tinha tunéis. Dizes tu que o rapaz não se explica e não sabe dizer se gostou da ginástica? Ora toma! Delirei em especial quando ele diz "Todas quintas". Ainda hesitei: será que é mesmo isto que ele quer dizer? Mas era. Todas as quintas feiras vai haver ginástica. Vai sim senhor, que a mãe vai inscrever o João. Vamos ver como corre a música na 2ª feira.
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segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Da creche
Chegou ao meu colo, sorriu cheio de charme para a auxiliar, disse-lhe que tinha visto um reboque no caminho da escola, pediu para ir para o chão e começou a subir as escadas que o levam à sala. Assim, sem sequer olhar para trás para dizer adeus à mãe. Tal como eu previa, estava cheio de saudades da creche. Tão bom!! :-)
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
E pronto, é isto.
Eu deixo-o na creche, entregue aos cuidados das educadoras, certa que fica em boas mãos, que nada vai acontecer e que a sua infância e inocência está protegida. E depois é isto: é atacado (aos beijos) por uma coleguinha. Humpf!
(Chegaram as fotos da creche! Esta, segundo consta, é a namorada do João. Entram de mão dada quando chegam ao mesmo tempo, passam a vida aos beijos e abraços. Se bem que ele não está muito animado... será que é coagido a ser namorado dela? Eheheheh!)
(Chegaram as fotos da creche! Esta, segundo consta, é a namorada do João. Entram de mão dada quando chegam ao mesmo tempo, passam a vida aos beijos e abraços. Se bem que ele não está muito animado... será que é coagido a ser namorado dela? Eheheheh!)
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Hoje de manhã ao entrar no carro...
... perguntou-me pela Vera e pela Vânia, a educadora e a auxiliar da creche. Lá tentei explicar como pude que estavam de férias, depois nós iamos de férias e depois já as via outra vez. Não sei se percebeu, mas eu percebi que ele estava com saudades. E se me corta o coração ver que ele sente falta delas, o mesmo coração transborda de felicidade por ter (ainda mais) a certeza que ele está muito bem entregue durante quase 11 meses do ano.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Último dia de escola
Hoje é o último dia de escola para o João. Um mês inteirinho sem ir à creche dividido pelos mimos do avô e pelas férias com os pais. Estava a ver que nunca mais chegava. Ele adora a creche, eu também. Mas vai-lhe fazer bem este mês de mudança. Vai crescer ainda mais. Vai ser ainda mais feliz.
O avô é que vai ter que redobrar a energia para aguentar a pedalada do mais pequeno durante 15 dias seguidos em vez de duas horas diárias ao final da tarde... mas eu sei que ele adora. E já só (ou ainda) faltam 15 dias para as nossas férias
O avô é que vai ter que redobrar a energia para aguentar a pedalada do mais pequeno durante 15 dias seguidos em vez de duas horas diárias ao final da tarde... mas eu sei que ele adora. E já só (ou ainda) faltam 15 dias para as nossas férias
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Onde está o Wally?... perdão, o João?
(Mas o título também podia ser "O avô é ainda mais galinha que a mãe e o pai porque não resisitiu a ir lá espreitar").
terça-feira, 5 de julho de 2011
Não vão acreditar...
Dá para acreditar que quando o pai foi levar o João à creche preparavam-se para o sentar na nossa cadeira (grupo 1/2/3) sem estar devidamente instalada no banco do carro? Punham-lhe o cinto do carro nele e na cadeira ao mesmo tempo (como nós usamos) e siga viagem.
Sim, eu sei que a cadeira pode ser usada assim a partir dos 4 anos, mas o João não tem idade, peso ou altura para isso.
Sim, eu ofereci-me ontem para a montar na carrinha mas agradeceram e disseram que a sabiam instalar.
Sim, estão lá os cintos da cadeira para o prender, mas nem isso devem ter visto.
E sim, as intruções de utilização estão num autocolante nas costas da cadeira.
Apre! Ainda bem que eu pedi ao pai para não sair da creche sem verificar se ele estava correctamente sentado na cadeira. E amanhã vou lá eu outra vez certificar-me que ele vai seguro e dentro da lei.
Sim, eu sei que a cadeira pode ser usada assim a partir dos 4 anos, mas o João não tem idade, peso ou altura para isso.
Sim, eu ofereci-me ontem para a montar na carrinha mas agradeceram e disseram que a sabiam instalar.
Sim, estão lá os cintos da cadeira para o prender, mas nem isso devem ter visto.
E sim, as intruções de utilização estão num autocolante nas costas da cadeira.
Apre! Ainda bem que eu pedi ao pai para não sair da creche sem verificar se ele estava correctamente sentado na cadeira. E amanhã vou lá eu outra vez certificar-me que ele vai seguro e dentro da lei.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Praia e segurança infantil
O João começou hoje a praia. Não é um rico dia, é certo, mas para eles está bom. O que interessa é brincar ao ar livre e sair da rotina.
Noutro dia questionei a Directora da creche sobre como seriam transportados os meninos para a praia. Disse-me que tinham cadeiras próprias para o efeito, que os mais pequeninos nem iam no autocarro mas sim na carrinha de 9 lugares deles (eles são 14 na sala de 1 ano, como pode???) e que ficasse descansada que a segurança para eles era essencial. Não fiquei descansada. Acho que a Directora, ao contrário da Educadora, é o que se pode chamar de fogo de vista: parece muito cautelosa, muito interessada, mas grande parte é conversa. Aproveitei para oferecer a cadeira do carro o Avô (que faz menos falta) para levar o João e a Directora ficou de me avisar caso fosse preciso.
Hoje fiz questão de esperar que os meninos saíssem da creche para o autocarro e a carrinha para ver como iam. E claro que só não adivinho o Euromilhões. Ele ia num banco elevatório, com o cinto da carrinha posto (apenas a parte de baixo). A educadora viu-me a espreitar, saiu da carrinha e começou a falar de trivialidades. Deixei-a falar à vontade a ver se referia o assunto. Não referiu. Disse-lhe então que o a cadeira do João não era apropriada ao peso e idade do João e que ele não viajaria assim. Pediu imensa desculpa que a culpa era dela que se tinha esquecido de me pedir a cadeira na 6ª feira e que não quis incomodar no fim de semana. Incomodar? A segurança do meu filho nunca incomóda, foi o que lhe respondi. Percebi logo que o objectivo era manter aquela cadeira para ver se colava, e caso eu me queixasse já tinham esta desculpa.
Por este ano o assunto já está resolvido e ele vai na cadeira do Avô, mas sei que no próximo ano vai ser uma luta para colocar a cadeira no autocarro. Pelo que pude ver nenhum menino tinha cadeira do grupo 1 ou 1/2/3 ou até 2/3 no autocarro. Eventualmente teriam os banquinhos elevatórios, mas não consegui ver. Mas havia meninos da sala do João naquele autocarro. Com um ano. Apenas 5 iam na carrinha de 9 lugares. Algum pai ou mãe se importou? Não. :-(
É o que eu lamento naquela creche. Gosto muito da educadora e da auxiliar e sei que o João é muito bem tratado. Caso contrário não ficaria todo contente na creche nem chamaria por elas todo feliz quando as vê. Mas... estas pequenas (grandes) coisas eram de evitar. Eu sei que dá trabalho tirar e pôr as cadeiras todos os dias (a carrinha é utilizada também para ir buscar crianças grandes do ATL), mas é a segurança das crianças que está em jogo. E é para isso que eu pago. E as coisas acontecem...
(E depois lembro-me das minha próprias viagens para a praia com a creche ou os passeios da escola... iamos 3 num banco para 2. Cintos? O que era isso? Cadeiras? Sim, os meus pais tinham para nós, mas não era muito comum. Mas não estou a ser exagerada, pois não? Eu sei que não, é a segurança do João.)
Noutro dia questionei a Directora da creche sobre como seriam transportados os meninos para a praia. Disse-me que tinham cadeiras próprias para o efeito, que os mais pequeninos nem iam no autocarro mas sim na carrinha de 9 lugares deles (eles são 14 na sala de 1 ano, como pode???) e que ficasse descansada que a segurança para eles era essencial. Não fiquei descansada. Acho que a Directora, ao contrário da Educadora, é o que se pode chamar de fogo de vista: parece muito cautelosa, muito interessada, mas grande parte é conversa. Aproveitei para oferecer a cadeira do carro o Avô (que faz menos falta) para levar o João e a Directora ficou de me avisar caso fosse preciso.
Hoje fiz questão de esperar que os meninos saíssem da creche para o autocarro e a carrinha para ver como iam. E claro que só não adivinho o Euromilhões. Ele ia num banco elevatório, com o cinto da carrinha posto (apenas a parte de baixo). A educadora viu-me a espreitar, saiu da carrinha e começou a falar de trivialidades. Deixei-a falar à vontade a ver se referia o assunto. Não referiu. Disse-lhe então que o a cadeira do João não era apropriada ao peso e idade do João e que ele não viajaria assim. Pediu imensa desculpa que a culpa era dela que se tinha esquecido de me pedir a cadeira na 6ª feira e que não quis incomodar no fim de semana. Incomodar? A segurança do meu filho nunca incomóda, foi o que lhe respondi. Percebi logo que o objectivo era manter aquela cadeira para ver se colava, e caso eu me queixasse já tinham esta desculpa.
Por este ano o assunto já está resolvido e ele vai na cadeira do Avô, mas sei que no próximo ano vai ser uma luta para colocar a cadeira no autocarro. Pelo que pude ver nenhum menino tinha cadeira do grupo 1 ou 1/2/3 ou até 2/3 no autocarro. Eventualmente teriam os banquinhos elevatórios, mas não consegui ver. Mas havia meninos da sala do João naquele autocarro. Com um ano. Apenas 5 iam na carrinha de 9 lugares. Algum pai ou mãe se importou? Não. :-(
É o que eu lamento naquela creche. Gosto muito da educadora e da auxiliar e sei que o João é muito bem tratado. Caso contrário não ficaria todo contente na creche nem chamaria por elas todo feliz quando as vê. Mas... estas pequenas (grandes) coisas eram de evitar. Eu sei que dá trabalho tirar e pôr as cadeiras todos os dias (a carrinha é utilizada também para ir buscar crianças grandes do ATL), mas é a segurança das crianças que está em jogo. E é para isso que eu pago. E as coisas acontecem...
(E depois lembro-me das minha próprias viagens para a praia com a creche ou os passeios da escola... iamos 3 num banco para 2. Cintos? O que era isso? Cadeiras? Sim, os meus pais tinham para nós, mas não era muito comum. Mas não estou a ser exagerada, pois não? Eu sei que não, é a segurança do João.)
terça-feira, 28 de junho de 2011
Um susto
Ontem o avô foi buscar o João à creche e veio de lá com um recado. Uma menina de 6 meses tinha sido internada com meningite. Fiquei em estado de quase pânico. O nosso pediatra perdeu uma sobrinha com uma meningite e já conversamos imensas vezes sobre isso. Logo eu estava mais ou menos a par e sabia que se a menina tinha sido internada e a creche me estava a informar é porque seria uma meningite meningococica, a mais grave. Se fosse viral ninguém teria a preocupação de me informar.
O delegado de saúde contactou a creche e deixou um antibiótico para todos os meninos tomarem apenas por prevenção durante dois dias. Intragável, por sinal, e muito difícil de o João o tomar.
Liguei imediatamente para o pediatra que me descansou. Realçou que a bebé não era da sala do João logo o risco de contágio é relativamente pequeno. Segundo ele, habitualmente só se dá antibiótico aos meninos da mesma sala até porque sendo bebés não convivem com os outros meninos. Mas eu sei que eles às vezes vão ver os bebés, talvez por isso lhes tenham dado também. Outra coisa que me disse é que os sintomas aparecem normalmente em 24h a 48h. Quando lhe disse que o João já não ia à creche desde 4ª feira (benditos feriados!) disse-me logo que não existe praticamente nenhuma probabilidade de vir desenvolver a doença. Na opinião dele nem precisava de tomar o antibiótico. Suspirei de alivio, claro.
No entanto optei por lhe dar na mesma o antibiótico. Não sei ao certo que tipo de contacto ele teve com a bebé: ele passa a vida aos beijinhos aos bebés! E sei também que a bactéria se pode alojar no nariz e garganta não causando qualquer problema à própria pessoa mas podendo transmiti-la a outros que podem ficar doentes. Por isso, à cautela, lá está o João a tomar aquele xarope intragável. E eu fiquei com uma dor de cabeça que só passou depois das 10h da noite...
Fica para informação este link da Direcção Geral de Saúde.
O delegado de saúde contactou a creche e deixou um antibiótico para todos os meninos tomarem apenas por prevenção durante dois dias. Intragável, por sinal, e muito difícil de o João o tomar.
Liguei imediatamente para o pediatra que me descansou. Realçou que a bebé não era da sala do João logo o risco de contágio é relativamente pequeno. Segundo ele, habitualmente só se dá antibiótico aos meninos da mesma sala até porque sendo bebés não convivem com os outros meninos. Mas eu sei que eles às vezes vão ver os bebés, talvez por isso lhes tenham dado também. Outra coisa que me disse é que os sintomas aparecem normalmente em 24h a 48h. Quando lhe disse que o João já não ia à creche desde 4ª feira (benditos feriados!) disse-me logo que não existe praticamente nenhuma probabilidade de vir desenvolver a doença. Na opinião dele nem precisava de tomar o antibiótico. Suspirei de alivio, claro.
No entanto optei por lhe dar na mesma o antibiótico. Não sei ao certo que tipo de contacto ele teve com a bebé: ele passa a vida aos beijinhos aos bebés! E sei também que a bactéria se pode alojar no nariz e garganta não causando qualquer problema à própria pessoa mas podendo transmiti-la a outros que podem ficar doentes. Por isso, à cautela, lá está o João a tomar aquele xarope intragável. E eu fiquei com uma dor de cabeça que só passou depois das 10h da noite...
Fica para informação este link da Direcção Geral de Saúde.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Pela primeira vez...
O João ficou a chorar no infantário. Na segunda feira o pai foi levá-lo e correu tudo dentro do normal. Ontem fui eu levá-lo e ele não queria ficar nem por nada. Chorou agarrado a mim, foi para a sala a chorar e ficou na sala a chorar (que eu fiquei por lá a "ler" os recados no placard para ver se o ouvia!). Ele nunca o fez, nem quando era bebézinho nem depois de já mais crescido. Não gostei.
Fiquei desorientada sem saber o que pensar... será porque fui eu deixá-lo e costuma ser o pai? Será que foi porque sempre que ele vai comigo de manhã é para casa do avô e e ele pensou que era isso que ia acontecer? Será que é por a educadora estar de férias e meteram lá outra pessoa? Será que foi por nós termos estado de férias? Só questões sem resposta, coisa que eu detesto.
Hoje aconteceu a mesma coisa. Quando a auxiliar da sala dele o veio buscar agarrou-se a mim a chorar e só com muito esforço e promessas de ir ver os bichinhos que eles lá têm é que me largou. A chorar, mas foi com a auxiliar.
Mas hoje venho já mais descansada. Mal saímos do carro à porta da creche ele começou a "perguntar" "Vera? Vera?" Nitidamente ele sentiu a falta da educadora que meteu estes 3 dias de férias. No primeiro dia ficou bem porque não sabia que ela não estava, mas no segundo já não queria ficar. Depois, em conversa com a auxiliar (que ele adora!), percebi que tinham uma estagiária na sala que ainda não está habituada a lidar com os miudos e isso também o afectou. Segunda feira vai voltar a ficar bem com toda a certeza!
Fiquei desorientada sem saber o que pensar... será porque fui eu deixá-lo e costuma ser o pai? Será que foi porque sempre que ele vai comigo de manhã é para casa do avô e e ele pensou que era isso que ia acontecer? Será que é por a educadora estar de férias e meteram lá outra pessoa? Será que foi por nós termos estado de férias? Só questões sem resposta, coisa que eu detesto.
Hoje aconteceu a mesma coisa. Quando a auxiliar da sala dele o veio buscar agarrou-se a mim a chorar e só com muito esforço e promessas de ir ver os bichinhos que eles lá têm é que me largou. A chorar, mas foi com a auxiliar.
Mas hoje venho já mais descansada. Mal saímos do carro à porta da creche ele começou a "perguntar" "Vera? Vera?" Nitidamente ele sentiu a falta da educadora que meteu estes 3 dias de férias. No primeiro dia ficou bem porque não sabia que ela não estava, mas no segundo já não queria ficar. Depois, em conversa com a auxiliar (que ele adora!), percebi que tinham uma estagiária na sala que ainda não está habituada a lidar com os miudos e isso também o afectou. Segunda feira vai voltar a ficar bem com toda a certeza!
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Do pote e da creche
Quando foi deixar o João à creche, o pai descobriu que a seguir ao almoço os meninos mais velhos da sala dele sentam-se no pote. E o João, por iniciativa dele, senta-se ao pé deles na mesma posição. Será que teve alguma influência? Provavelmente.
sábado, 16 de abril de 2011
Recado da creche
"O João anda sempre aos beijinhos às meninas e hoje uma zangou-se com tantos beijos e deu-lhe uma mordidela na bochechinha. Desculpe!"
:-)
:-)
quarta-feira, 30 de março de 2011
É Primavera na creche!
Depois do trabalho dedicado ao Inverno, o desafio era agora um trabalho de casa sobre a Primavera. Foi isto que saiu...
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