Ontem o João fez xixi na cama. Não foi à noite, foi ao final da tarde. Molhou o colchão todo. E ficou de "castigo".
Sou mais que tolerante a acidentes, mas durante o dia já não acontecia nenhum há meses. E ele estava de pé em cima da cama a ver o dito cujo escorrer pelas pernas abaixo. Não se afligiu, não chamou por nós, nada. Se foi de propósito? Acho que não, mas que ele não se preocupou muito lá isso não. E por isso não gostei e pu-lo de castigo. Sem gritos, sem grandes zangas. Apenas uma coisa: a televisão ficou desligada até ele ir dormir.
Ele percebeu muito bem o castigo. De tal maneira que não a pediu para ligar. Fez uma pequena e cautelosa tentativa que foi logo negada. Não voltou a tentar. Fiquei satisfeita. Por ele ter percebido e aceite o castigo. E pelas tentativas dele perceber o quão aborrecida eu ainda estava com a situação sem o perguntar directamente. Revi-me nele. :-) De facto eles, nesta altura, não são mais do que fotocópia de nós mesmos.
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terça-feira, 17 de abril de 2012
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Malandro!
O João portou-se mal em casa do Avô. Recusou-se a apanhar os brinquedos e quando insistimos começou a atirar os brinquedos, deu sapatadas por todos os lados e ainda me tentou morder. Obviamente ficou de castigo e fomos para casa sem o ritual tradicional. [O avô dá-lhe um bocadinho de pão para a viagem, vem trazer-nos ao carro, abrimos a janela e têm a conversa da praxe "Até manhã! Até amanhã! Porta-te bem. Tu também!" ]
Fomos até casa sem rádio e sem pronunciar uma palavra. Habitualmente, na curta viagem até casa o João gosta sempre de ver o metro, o túnel, os autocarros azuis, o autocarro dos meninos da escola, a vaca o boi e o cavalo de uma quinta, os carros por baixo de nós na VCI, etc. E menciona tudo isso TODOS os dias a caminho de casa: ou estão os animais ou não estão, ou o metro está ali ou vai lá ao fundo, etc. Ontem nem abriu a boca. Viu o metro e olhou para mim (vi pelo retrovisor) para falar, mas... nem um palavra. O mesmo nas outras situações. Gostava de dizer que isto se passou porque sabia que estava de castigo e ficou com remorsos... mas não tenho a certeza se não foi mesmo por vingança por estarmos zangados com ele! O que é certo é que mal viu o pai, achando que ele não sabia que estava de castigo, ficou todo dengoso, queixoso e choramingas. Eles sabem-na toda! O que vale é que normalmente não é assim.
Claro que continuou de castigo em casa até pedir desculpa à mãe, ao pai e, por telefone, ao Avô. E fica um fofo a dizer "cupa" muito baixinho e a dar aqueles beijos repenicados no telefone.
Fomos até casa sem rádio e sem pronunciar uma palavra. Habitualmente, na curta viagem até casa o João gosta sempre de ver o metro, o túnel, os autocarros azuis, o autocarro dos meninos da escola, a vaca o boi e o cavalo de uma quinta, os carros por baixo de nós na VCI, etc. E menciona tudo isso TODOS os dias a caminho de casa: ou estão os animais ou não estão, ou o metro está ali ou vai lá ao fundo, etc. Ontem nem abriu a boca. Viu o metro e olhou para mim (vi pelo retrovisor) para falar, mas... nem um palavra. O mesmo nas outras situações. Gostava de dizer que isto se passou porque sabia que estava de castigo e ficou com remorsos... mas não tenho a certeza se não foi mesmo por vingança por estarmos zangados com ele! O que é certo é que mal viu o pai, achando que ele não sabia que estava de castigo, ficou todo dengoso, queixoso e choramingas. Eles sabem-na toda! O que vale é que normalmente não é assim.
Claro que continuou de castigo em casa até pedir desculpa à mãe, ao pai e, por telefone, ao Avô. E fica um fofo a dizer "cupa" muito baixinho e a dar aqueles beijos repenicados no telefone.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
O que fazer quando...
...lhe estamos a ralhar e ele põe um sorriso terno, abraça-nos o pescoço com muita força e dá-nos um beijinho?
Ai, ai, ai, que este menino já tem a escola toda!!
Ai, ai, ai, que este menino já tem a escola toda!!
quarta-feira, 20 de abril de 2011
ZZZZZZZZ ou Esta noite houve festa!
Ontem não se queria deitar. Ora deitava a chupeta ao chão e lamentava-se "Pêta!" como se tivesse caído sem querer; ora pedia ao pai para brincar um bocadinho; ora gritava "Mamã!" do quarto dele onde o pai o estava a deitar como se não me visse há 10 dias; ora chorava desalmadamente se o deitavamos no berço. Nunca visto! É inédito na nossa carreira de pais. Acabou por adormecer na nossa cama por volta da meia noite e foi transferido pelo pai para a cama dele.
Ainda não eram 6h da manhã ouvi-o choramingar baixinho e meio a dormir. "Vai ficar" pensei. Mas não. O trafulhinha andou à procura da "Pêta" e como não a encontrou começou a resmungar. O pai trouxe-o de volta para a nossa cama (sono, muito sono!) e o rapaz desatou a chorar enquanto gemia qualquer coisa. Ora: o meu cérebro a meio gás do sono misturado com a chupeta dele na boca não me deixava perceber o que ele dizia enquanto apontava para a porta do quarto. E chorava, e chorava, e cada vez eu percebia menos. Até que se fez luz: "Leté". O que ele queria era leite! Ah!!! Eu lá tenho culpa de ele nunca ter dito esta palavra e ter escolhido logo uma madrugada de pouco sono?
Agora ele deve estar a dormir em casa do Avô enquanto tomo café (que odeio) para conseguir trabalhar. Há justiça nisto? Há?
Ainda não eram 6h da manhã ouvi-o choramingar baixinho e meio a dormir. "Vai ficar" pensei. Mas não. O trafulhinha andou à procura da "Pêta" e como não a encontrou começou a resmungar. O pai trouxe-o de volta para a nossa cama (sono, muito sono!) e o rapaz desatou a chorar enquanto gemia qualquer coisa. Ora: o meu cérebro a meio gás do sono misturado com a chupeta dele na boca não me deixava perceber o que ele dizia enquanto apontava para a porta do quarto. E chorava, e chorava, e cada vez eu percebia menos. Até que se fez luz: "Leté". O que ele queria era leite! Ah!!! Eu lá tenho culpa de ele nunca ter dito esta palavra e ter escolhido logo uma madrugada de pouco sono?
Agora ele deve estar a dormir em casa do Avô enquanto tomo café (que odeio) para conseguir trabalhar. Há justiça nisto? Há?
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Da escola
Ao deixar o João na creche estive a contar à Educadora que ele ontem caiu com a cara na soleira da porta da varanda (por acaso não foi a andar com o andador) e fez uma nódoa negra que só não é maior devido ao miraculoso Arnidol. Enquanto contava tudo à V. ele olhava para todos os lados a disfarçar como se não fosse nada com ele. Quando no final lhe perguntei: "Não foi João?" ele mostrou orgulhosamente a sua marca de guerra e fez o sorriso mais malandro que conheço. É um pestinha.
[E à noite assustamo-nos porque ele tinha uma orelha inchadíssima e muito quente! Mesmo muito. Tinha uma pintinha também e pensamos que poderia ter sido picado por um bicho tipo abelha. Mas depois cheguei à conclusão que devia ter sido só um mosquito. Li no Mário Cordeiro que como ele faz grandes reacções às picadas de mosquitos, há zonas em que essas reacções são ainda maiores ficando muito inchadas e infalmadas: olhos e orelhas. Sempre a aprender. Fenistil na orelha e hoje já não estava tão inchado nem quente.]
[E à noite assustamo-nos porque ele tinha uma orelha inchadíssima e muito quente! Mesmo muito. Tinha uma pintinha também e pensamos que poderia ter sido picado por um bicho tipo abelha. Mas depois cheguei à conclusão que devia ter sido só um mosquito. Li no Mário Cordeiro que como ele faz grandes reacções às picadas de mosquitos, há zonas em que essas reacções são ainda maiores ficando muito inchadas e infalmadas: olhos e orelhas. Sempre a aprender. Fenistil na orelha e hoje já não estava tão inchado nem quente.]
terça-feira, 12 de abril de 2011
Carro de corridas
Quase um ano depois de receber de presente um andador da Chicco, o João reinventa sua utilidade e utiliza-o como carro de corrida.
Empurra o andador a alta velocidade desde o início do corredor e só trava a fundo no final da cozinha, junto à porta para a lavandaria. Qualquer dia despista-se e à velocidade que vai a coisa não vai ser bonita. Já o avisei imensas vezes, mas está visto que qualquer dia vou ter que confiscar o andador.
Entretanto, quando ele começa com as velocidades eu paro-o e digo-lhe que tem que andar mais devagar. O pestinha, enquanto estiver ao alcance dos meus olhos, anda devagar e a olhar para mim como quem diz "Vês como eu faço o que tu pedes?". Mas mal sai da minha vista acelera até não poder mais. E se eu procuro o seu olhar novamente, desacelera como pode e volta a andar devagar com o ar mais comprometido do mundo. É ou não uma peste sabida?
[E é curioso como há coisas que atravessam gerações. Lembro-me perfeitamente do meu irmão fazer o mesmo, talvez um pouco mais velho que o João. E em vez de um andador todo moderno fazia-o com um banco de madeira pequenino com um volante de plástico laranja pousado em cima.]
Empurra o andador a alta velocidade desde o início do corredor e só trava a fundo no final da cozinha, junto à porta para a lavandaria. Qualquer dia despista-se e à velocidade que vai a coisa não vai ser bonita. Já o avisei imensas vezes, mas está visto que qualquer dia vou ter que confiscar o andador.
Entretanto, quando ele começa com as velocidades eu paro-o e digo-lhe que tem que andar mais devagar. O pestinha, enquanto estiver ao alcance dos meus olhos, anda devagar e a olhar para mim como quem diz "Vês como eu faço o que tu pedes?". Mas mal sai da minha vista acelera até não poder mais. E se eu procuro o seu olhar novamente, desacelera como pode e volta a andar devagar com o ar mais comprometido do mundo. É ou não uma peste sabida?
[E é curioso como há coisas que atravessam gerações. Lembro-me perfeitamente do meu irmão fazer o mesmo, talvez um pouco mais velho que o João. E em vez de um andador todo moderno fazia-o com um banco de madeira pequenino com um volante de plástico laranja pousado em cima.]
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quarta-feira, 23 de março de 2011
Isto está a ficar bonito...
Uma vez li que se não quiseremos deixar uma criança fazer alguma coisa, então não devemos nunca abrir excepções. E cada vez mais acho que é verdade.
Deixamos duas ou três vezes o João vir para o nosso colo enquanto estavamos sentados no carro (estacionados, obviamente). Lá esteve a mexer no rádio, nos comandos junto ao volante, a "conduzir", etc. Pois agora ele não quer outra coisa. Para o sentar na cadeira do carro é um castigo: só quer ir para os lugares da frente brincar. E quando o tiramos da cadeira, outro castigo: quer logo abrir a porta da frente para ir mexer em tudo. E de quem é a culpa? Nossa, obviamente. O que vale é que depois de sentado na cadeira fica muito bem a ver a paisagem e não reclama de nada.
(E resistir ao ar feliz e satisfeito enquanto se sente crescido e a conduzir? Não há condições!!!)
Deixamos duas ou três vezes o João vir para o nosso colo enquanto estavamos sentados no carro (estacionados, obviamente). Lá esteve a mexer no rádio, nos comandos junto ao volante, a "conduzir", etc. Pois agora ele não quer outra coisa. Para o sentar na cadeira do carro é um castigo: só quer ir para os lugares da frente brincar. E quando o tiramos da cadeira, outro castigo: quer logo abrir a porta da frente para ir mexer em tudo. E de quem é a culpa? Nossa, obviamente. O que vale é que depois de sentado na cadeira fica muito bem a ver a paisagem e não reclama de nada.
(E resistir ao ar feliz e satisfeito enquanto se sente crescido e a conduzir? Não há condições!!!)
quinta-feira, 10 de março de 2011
Lembrei-me agora...
Num dos dias do fim de semana prolongado estavamos a vestir o João depois do banho. Ele como sempre não quer e começa a distribuir palmadas. Eu inclinei-me sobre ele no fraldário, bem perto da cara dele, agarrei-lhe as mãos e disse-lhe "Não, João. Não podes bater. Isso é feio. A mãe não gosta. Etc, etc, etc". O raio do rapaz, a meio do discurso, começa a esboçar um sorriso, depois a sorrir e depois a gargalhar. "Estou feita! Onde está o beicinho? Isto já não resulta." pensei.
Até que o pai me informou que ele estava ainda sem fralda a fazer xixi para cima de mim... não resisti e começamos os três às gargalhadas. O pequeno diabinho conseguiu pela primeira vez dobrar-me, mesmo que involuntariamente! E assim lá se foi a educação!
Até que o pai me informou que ele estava ainda sem fralda a fazer xixi para cima de mim... não resisti e começamos os três às gargalhadas. O pequeno diabinho conseguiu pela primeira vez dobrar-me, mesmo que involuntariamente! E assim lá se foi a educação!
É oficial: chegou à fase do bater.
Quando tem sono começa a fazer asneirolas. Levanta a mão por tudo e por nada, bate ao pai e à mãe e ao avô e a quem estiver à frente dele. Não pode ser, claro está. Já sei que é a forma de ele se expressar já que não o faz verbalmente. Já sei que é uma fase e que passa. Mas ainda assim não pode ser.
Ralho-lhe num tom de voz forte e ligeiramente mais alto que o normal (sem gritar). Agarro-lhe os braços com alguma força (sem magoar, óbvio). Digo que assim é mau e que a mãe fica zangada. Ele faz o beicinho mais lindo que alguma vez já vi, o lábio de baixo começa a tremelicar como quem vai chorar mas aguenta estoicamente. Às vezes é suficiente e lá nos faz uma festinha ou um "trrimmm" no nariz como quem diz "Esquece lá isso e vamos brincar".
Outras vezes a birra prossegue e aí vai para o berço, sózinho, de castigo. Chora, fica sentido, e passado um bocado lá se acalma. Aí nós, que estamos à porta à escuta, vamos ter com ele e dizemos que ele não pode ser mau e não pode magoar o papá e a mamã. Faz-nos uma festinha e lá se resolve o caso. Será que este método é eficiente? Alguma sugestão?
Ralho-lhe num tom de voz forte e ligeiramente mais alto que o normal (sem gritar). Agarro-lhe os braços com alguma força (sem magoar, óbvio). Digo que assim é mau e que a mãe fica zangada. Ele faz o beicinho mais lindo que alguma vez já vi, o lábio de baixo começa a tremelicar como quem vai chorar mas aguenta estoicamente. Às vezes é suficiente e lá nos faz uma festinha ou um "trrimmm" no nariz como quem diz "Esquece lá isso e vamos brincar".
Outras vezes a birra prossegue e aí vai para o berço, sózinho, de castigo. Chora, fica sentido, e passado um bocado lá se acalma. Aí nós, que estamos à porta à escuta, vamos ter com ele e dizemos que ele não pode ser mau e não pode magoar o papá e a mamã. Faz-nos uma festinha e lá se resolve o caso. Será que este método é eficiente? Alguma sugestão?
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Babetes
O João detestava babetes. De há uma semana para cá vai à gaveta do quarto onde estão guardadas, tira uma e dá-nos para lha pormos. Ou para a pormos em nós. Isto quando não as espalha todas no chão do quarto dele. Está bonito, está!
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Parabéns papá!
O João gosta muito do pai que hoje faz anos, mas há uma parte especifica da qual ele gosta mais: o nariz. O pai não é particularmente narigudo, mas o João adora fingir que vai dar um beijinho do nariz do pai e prega-lhe uma ferradela. Como o pai faz muito barulho a reclamar ele adora e não se cansa. E o pai deixa. E ele fica feliz da vida.
(E o pai depois massaja o nariz tal é a força com que ele morde!)
(E o pai depois massaja o nariz tal é a força com que ele morde!)
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Impagável
Ontem cheguei a casa cedo. Para o jantar resolvi fazer douradas assadas no forno. Problema: onde manter o João quieto e seguro para conseguir fazer o jantar? Decidi que o melhor seria na cozinha, onde poderia ver o que estava a fazer. Mostrei-lhe os imanes do frigorifico que comprei expressamente para ele se entreter enquanto está na cozinha e ele lá ficou.
Entretanto liguei o forno que apitou. Asneira n.º 1: ter fornos com luz e que apitam. Obviamente ele ficou curioso e aproximou-se do forno. Fiz imediatamente a minha cara muito séria e avisei-o que não podia chegar perto do forno porque se podia queimar e fazer dói-dói. Não que ele saiba o que é isso, mas pela cara feia que faço deve adivinhar que é mau. Como ele insistia em esticar o dedo para tocar no vidro do forno agarrei-lhe o braço e voltei a explicar com o meu ar mais sério e mau que não podia. A partir daí o safado não fez mais nada senão testar-me e provocar-me. E eu que me aguente sem rir das investidas dele!
Não tocou no forno uma única vez, mas se vocês vissem a cara dele a passar na zona do forno e a olhar para mim com ar de quem "tu achas que eu vou mexer mas eu até estou a fazer de conta que nem estou nada interessado"... ou a correr para junto do forno quando me via ir à despensa buscar algo e a parar uns centímetros antes e olhar para a despensa a ver se o estou a ver (e se finjo que não estou recua).... ou a aproximar-se de dedo esticado e a olhar para o outro lado "tu não me estás a ver porque eu estou invisivel". E quando eu lhe lançava um olhar de má (não o avisei mais, bastava olhar com cara de má) ele corria para junto do frigorifico no outro lado da cozinha. Uma das vezes aproximou-se de mim e deu um abraço à minha perna, o trafulha.
Lindo de se ver. Difícil é manter o meu ar sério, porque aquele ar de patife derrete-me. Mas eu sou forte, eu consigo! E o meu ar durão e sério já começa a produzir alguns efeitos... nem sempre, é certo, mas lá chegaremos!
Entretanto liguei o forno que apitou. Asneira n.º 1: ter fornos com luz e que apitam. Obviamente ele ficou curioso e aproximou-se do forno. Fiz imediatamente a minha cara muito séria e avisei-o que não podia chegar perto do forno porque se podia queimar e fazer dói-dói. Não que ele saiba o que é isso, mas pela cara feia que faço deve adivinhar que é mau. Como ele insistia em esticar o dedo para tocar no vidro do forno agarrei-lhe o braço e voltei a explicar com o meu ar mais sério e mau que não podia. A partir daí o safado não fez mais nada senão testar-me e provocar-me. E eu que me aguente sem rir das investidas dele!
Não tocou no forno uma única vez, mas se vocês vissem a cara dele a passar na zona do forno e a olhar para mim com ar de quem "tu achas que eu vou mexer mas eu até estou a fazer de conta que nem estou nada interessado"... ou a correr para junto do forno quando me via ir à despensa buscar algo e a parar uns centímetros antes e olhar para a despensa a ver se o estou a ver (e se finjo que não estou recua).... ou a aproximar-se de dedo esticado e a olhar para o outro lado "tu não me estás a ver porque eu estou invisivel". E quando eu lhe lançava um olhar de má (não o avisei mais, bastava olhar com cara de má) ele corria para junto do frigorifico no outro lado da cozinha. Uma das vezes aproximou-se de mim e deu um abraço à minha perna, o trafulha.
Lindo de se ver. Difícil é manter o meu ar sério, porque aquele ar de patife derrete-me. Mas eu sou forte, eu consigo! E o meu ar durão e sério já começa a produzir alguns efeitos... nem sempre, é certo, mas lá chegaremos!
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Em apenas cinco minutos
O João conseguiu
- partir um boião de fruta no chão da cozinha (apanhou um susto!)
- andar pela sala com uma colher na boca que tirou directamente da gaveta dos talheres da sala sem eu ver (ainda bem que apanhou uma colher e não uma faca e que não caiu com ela na boca).
Nem 30 olhos são suficientes para tomar conta deste rapaz... vai ser bonito, vai.
[Isto depois dele ter tomado duas vacinas e ter chorado baba e ranho, de eu não encontrar a chave do carro para o fechar depois de a tirar da ignição (!!), de ter recebido 4 cartas iguais do hospital onde fui operada para pagar 5,46€ que não devo, e do pai demorar tempos infinitos a chegar a casa... dias difíceis!]
- partir um boião de fruta no chão da cozinha (apanhou um susto!)
- andar pela sala com uma colher na boca que tirou directamente da gaveta dos talheres da sala sem eu ver (ainda bem que apanhou uma colher e não uma faca e que não caiu com ela na boca).
Nem 30 olhos são suficientes para tomar conta deste rapaz... vai ser bonito, vai.
[Isto depois dele ter tomado duas vacinas e ter chorado baba e ranho, de eu não encontrar a chave do carro para o fechar depois de a tirar da ignição (!!), de ter recebido 4 cartas iguais do hospital onde fui operada para pagar 5,46€ que não devo, e do pai demorar tempos infinitos a chegar a casa... dias difíceis!]
domingo, 24 de outubro de 2010
Gritos
O João apanhou o péssimo hábito de gritar (ou será guinchar?). Por tudo e por nada dá o seu grito de guerra. Em qualquer lado. Isso tira-me do sério. A sério. Eu detesto gritos. Alguma sugestão?
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Como é que se faz
Imaginem um traquina muito lindo que
- de vez em quando quer mexer em tomadas,
- outras vezes quer pôr-se de pé na cadeira da papa depois de se conseguir esquivar dos cintos,
- quase sempre não quer deitar-se para mudar a fralda ou vestir-se,
- evita a todo o custo sentar-se na cadeira do carro (embora depois vá lá muito bem e até goste),
- etc...
O que é que vocês fazem? Optam pelo "Não" bem vincado, cara feia e ponto final? Ou optam por lhe explicar com todas as letras que não pode fazer aquilo e porquê? Isto de educar tem muito que se lhe diga... qual resulta melhor tendo em conta que ele tem 14 meses? E qual resulta melhor a longo prazo? Alguém tem a solução mágica?
Ah! E parabéns meu traquina lindo pelos 14 meses hoje.
- de vez em quando quer mexer em tomadas,
- outras vezes quer pôr-se de pé na cadeira da papa depois de se conseguir esquivar dos cintos,
- quase sempre não quer deitar-se para mudar a fralda ou vestir-se,
- evita a todo o custo sentar-se na cadeira do carro (embora depois vá lá muito bem e até goste),
- etc...
O que é que vocês fazem? Optam pelo "Não" bem vincado, cara feia e ponto final? Ou optam por lhe explicar com todas as letras que não pode fazer aquilo e porquê? Isto de educar tem muito que se lhe diga... qual resulta melhor tendo em conta que ele tem 14 meses? E qual resulta melhor a longo prazo? Alguém tem a solução mágica?
Ah! E parabéns meu traquina lindo pelos 14 meses hoje.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Despertador
Esta noite o despertador tocou às 6h15 da manhã. Mas era um despertador estranho: não era o nosso e fazia um chinfrim... era o despertador do relógio do quarto do João que tocava alto e bom som. E o João, pobrezinho? Ele? Ele nem se mexeu.
E porque tocou o despertador? Porque este bebé mais lindo que todos agora resolveu que é giro atirar ao chão TUDO o que está na prateleira que faz parte da cama (convertivel) dele. Agarra-se aos lados da cama e aqui vai disto. TUDO no chão. Sapatos, brinquedos, leitor de cd's do avô (ups... está em recuperação), cd's, oleo de amendoas doces, luz de presença de borracha, etc. Só ainda não foi o candeeiro de mesa que lá estava porque já saiu de lá com medo que se magoasse nestas aventuras. Mas voltando ao relógio... ontem foi a vez dele se desintegrar numa queda acidental (é o que alega o João!). O pai lá o recuperou, mas pelos vistos não ficou a 100% e resolveu queixar-se aquelas lindas horas.
E porque tocou o despertador? Porque este bebé mais lindo que todos agora resolveu que é giro atirar ao chão TUDO o que está na prateleira que faz parte da cama (convertivel) dele. Agarra-se aos lados da cama e aqui vai disto. TUDO no chão. Sapatos, brinquedos, leitor de cd's do avô (ups... está em recuperação), cd's, oleo de amendoas doces, luz de presença de borracha, etc. Só ainda não foi o candeeiro de mesa que lá estava porque já saiu de lá com medo que se magoasse nestas aventuras. Mas voltando ao relógio... ontem foi a vez dele se desintegrar numa queda acidental (é o que alega o João!). O pai lá o recuperou, mas pelos vistos não ficou a 100% e resolveu queixar-se aquelas lindas horas.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Curiosidades
Estes últimos dias tenho dado por mim a pensar numa comparação que faz todo o sentido...
O meu filho é como o novo Skip: pequeno e poderoso!
(e estamos de férias sem grande tempo para passar por aqui)
O meu filho é como o novo Skip: pequeno e poderoso!
(e estamos de férias sem grande tempo para passar por aqui)
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
A minha primeira (quase) vergonha
Sábado fomos a uma oficina e prontamente o João foi para o colo da dona enquanto o pai esperava pelo marido da senhora para acertar os pormenores.
Depois de muita brincadeira de volta dos cães da senhora ele resolve puxar-lhe o cabelo como faz tantas vezes para se conseguir aproximar da cara das pesoas. Mas desta vez a senhora só tem tempo de levar a mão ao cocuruto da cabeça para segurar o "cabelo". Estranhei, olhei com mais atenção e vi que era uma peruca! Fiquei verde de medo que ele conseguisse arrancar a peruca com o seu... digamos... enérgico puxar de cabelo.
Apesar da minha insistência para o trazer de volta para o meu colo a senhora controlou bem a situação e insistia que não fazia mal mesmo ele tentanto mais vezes. Nem quero imaginar onde me meteria...
Depois de muita brincadeira de volta dos cães da senhora ele resolve puxar-lhe o cabelo como faz tantas vezes para se conseguir aproximar da cara das pesoas. Mas desta vez a senhora só tem tempo de levar a mão ao cocuruto da cabeça para segurar o "cabelo". Estranhei, olhei com mais atenção e vi que era uma peruca! Fiquei verde de medo que ele conseguisse arrancar a peruca com o seu... digamos... enérgico puxar de cabelo.
Apesar da minha insistência para o trazer de volta para o meu colo a senhora controlou bem a situação e insistia que não fazia mal mesmo ele tentanto mais vezes. Nem quero imaginar onde me meteria...
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