quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Malandro!

O João portou-se mal em casa do Avô. Recusou-se a apanhar os brinquedos e quando insistimos começou a atirar os brinquedos, deu sapatadas por todos os lados e ainda me tentou morder. Obviamente ficou de castigo e fomos para casa sem o ritual tradicional. [O avô dá-lhe um bocadinho de pão para a viagem, vem trazer-nos ao carro, abrimos a janela e têm a conversa da praxe "Até manhã! Até amanhã! Porta-te bem. Tu também!" ]

Fomos até casa sem rádio e sem pronunciar uma palavra. Habitualmente, na curta viagem até casa o João gosta sempre de ver o metro, o túnel, os autocarros azuis, o autocarro dos meninos da escola, a vaca o boi e o cavalo de uma quinta, os carros por baixo de nós na VCI, etc. E menciona tudo isso TODOS os dias a caminho de casa: ou estão os animais ou não estão, ou o metro está ali ou vai lá ao fundo, etc. Ontem nem abriu a boca. Viu o metro e olhou para mim (vi pelo retrovisor) para falar, mas... nem um palavra. O mesmo nas outras situações. Gostava de dizer que isto se passou porque sabia que estava de castigo e ficou com remorsos... mas não tenho a certeza se não foi mesmo por vingança por estarmos zangados com ele! O que é certo é que mal viu o pai, achando que ele não sabia que estava de castigo, ficou todo dengoso, queixoso e choramingas. Eles sabem-na toda! O que vale é que normalmente não é assim.

Claro que continuou de castigo em casa até pedir desculpa à mãe, ao pai e, por telefone, ao Avô. E fica um fofo a dizer "cupa" muito baixinho e a dar aqueles beijos repenicados no telefone.

2 comentários:

Sónia disse...

Que querido!

Pat disse...

oh que ternura!! Força aí!! Eu não tenho essa capacidade!! E não consigo aprender...derreto-me toda!!