segunda-feira, 12 de abril de 2010

O melhor e o pior do serviço público de saúde

Sexta feira

Estava cheia de dores de garganta já há uns dias e já nem conseguia comer. O N. também estava como eu, mas há menos tempo. Como o piolhito estava doente fui ao Centro de Saúde sózinha enquanto o Pai ficava com ele e depois trocavamos.

A médica que me atendeu foi muito simpática e competente. Viu-me a garganta, auscultou-me e depois de fazer muitas perguntas sobre mim, o N. e o João decidiu mandar-me antibiótico também para o N. para ele não ter que ir lá. "Não devia fazer isto mas é pelo bem do vosso bebé: para não lhe pegarem o virus."


Sábado

O João começa a ficar com algumas pintas na cabeça e na testa. Já não tinha grande febre (o máximo que teve no sábado foi 38,3º), ainda tinha alguma tosse, mas com receio que fosse varicela e que não a conseguisse identificar resolvi levá-lo ao Centro de Saúde a meio da tarde (como estava muito sol previ que o Centro de Saúde estaria vazio - e estava). Caso me dissessem que era de facto varicela ligava ao pediatra.

A médica que nos atendeu, sem se levantar nem aproximar dele, disse-me que aquilo não era varicela, era da febre. E que a tosse que ele tinha era alérgica (tipica nesta altura) e que só lhe deveria dar Fenistil para aliviar. Sem o auscultar sequer. Sem se levantar da cadeira do lado de lá da secretária. Bom, não é? É óbvio que ignorei qualquer coisa que me tenha dito.


Domingo

O João ficou cheio de pintas na cabeça e no corpo. Cheio mesmo, mas não me pareciam varicela. Na dúvida levei-o na mesma ao Centro de Saúde.

Atendeu-nos uma terceira médica que o despiu, viu as pintas todas e mais algumas, fez mil e uma perguntas e concluiu que deve ser apenas uma alergia ao calor. De facto já nuns dias muito quentes do ano passado ele ficou assim. Recomendou roupa fresca, protector solar e chapéu. Sempre. Muito simpática e competente.


E pronto: mais uma vez se conclui que não há serviços bons ou maus. Há, isso sim, bons e maus profissionais.

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