segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Puzzles e afins
O João adora puzzles. Faz um puzzle de 25 ou 30 peças num piscar de olhos. Mesmo que seja a primeira vez que o está a fazer. Ontem estava com o pai a fazer dois puzzles, um cada um. Queriam ver quem acabava o puzzle mais depressa. Pois... o pai distraiu-se achando que tinha tempo e ganhou o João.
(Gostava de tornar a coisa um bocadinho mais dificil, mas parece-me que é cedo demais para 48 peças.)
(Gostava de tornar a coisa um bocadinho mais dificil, mas parece-me que é cedo demais para 48 peças.)
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Eu estou bem
Depois de entrar no carro de forma apressada, de cair de cabeça entre os bancos e de se levantar, exclama um sonoro: "Eu estou bem!"
sábado, 26 de janeiro de 2013
Serralves
O João adora ir a Serralves. Meter as mãos nos lagos centrais, passear nos grandes corredores do museu e descobrir o que há por lá. Ver os patos no lago e os outros animais no prado. Trepar a troncos e pedras, apanhar ouriços, folhas, castanhas, bolotas, tudo. Participar no Serralves em Festa, na Festa do Outono, ou simplesmente passar um fim de tarde por lá.
Noutro dia foi lá com a escola. Estava todo entusiasmado porque ia mostrar aos amigos as coisas que havia para ver em Serralves. Quando voltou perguntei-lhe como correu: "Não pude mostrar aos meus amigos nem o lago dos patos! Não pudemos ver nada... " Gostou, mas o que ele queria era partilhar com os outros aquilo que ele tão bem conhecia. :-)
Noutro dia foi lá com a escola. Estava todo entusiasmado porque ia mostrar aos amigos as coisas que havia para ver em Serralves. Quando voltou perguntei-lhe como correu: "Não pude mostrar aos meus amigos nem o lago dos patos! Não pudemos ver nada... " Gostou, mas o que ele queria era partilhar com os outros aquilo que ele tão bem conhecia. :-)
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Mais um susto
Ontem toca o telefone à hora de almoço. No visor o número da escola. Ao final do dia e em dias em que está constipado, isso significa febre. Menos mal. Mas a meio do dia? Isso significa coração aos pulos.
Uma coleguinha trilhou-lhe um dedo. Na porta do quarto de banho. O dedo mindinho ficou mesmo espalmado, soube hoje. Puseram gelo? Sim. Mas mexe bem, não há necessidade de ir ao hospital. Foi sem querer. Nem sei como aconteceu. São coisas que acontecem, disse eu, mas vou pedir ao avô que o vá buscar para ter muito mimo de tarde (e para que alguém dos meus veja com os próprios olhos, mas isso não disse).
Não parecia muito mau. Um pouco inchado, mas ele mexia de facto o dedo. À cautela marquei para o pediatra e aproveitei para fazer a consulta dos três anos e meio (isso existe? Nem sei bem!). O pediatra assugurou que é muito dificil partir um dedo com um entalar numa porta, mas como estava um pouco inchado era melhor fazer um raio-x. Se fosse meu neto faria, disse ele. Então vamos fazer. Não estava partido. Mas tirou duas "fotografias" que ficaram para recordação. E que bem que se portou.
Hoje de manhã lá foi ele para a escola, de dedo esticado, com um penso do Pocoyo enrolado no dedo. Não faz falta nenhuma, mas assim vê-se melhor. Para que não lhe entalem outro hoje. :-)
PS: e continuamos a ter um menino muito crescido (103cm) mas um peso pluma (16,4 kg). Está óptimo!
Uma coleguinha trilhou-lhe um dedo. Na porta do quarto de banho. O dedo mindinho ficou mesmo espalmado, soube hoje. Puseram gelo? Sim. Mas mexe bem, não há necessidade de ir ao hospital. Foi sem querer. Nem sei como aconteceu. São coisas que acontecem, disse eu, mas vou pedir ao avô que o vá buscar para ter muito mimo de tarde (e para que alguém dos meus veja com os próprios olhos, mas isso não disse).
Não parecia muito mau. Um pouco inchado, mas ele mexia de facto o dedo. À cautela marquei para o pediatra e aproveitei para fazer a consulta dos três anos e meio (isso existe? Nem sei bem!). O pediatra assugurou que é muito dificil partir um dedo com um entalar numa porta, mas como estava um pouco inchado era melhor fazer um raio-x. Se fosse meu neto faria, disse ele. Então vamos fazer. Não estava partido. Mas tirou duas "fotografias" que ficaram para recordação. E que bem que se portou.
Hoje de manhã lá foi ele para a escola, de dedo esticado, com um penso do Pocoyo enrolado no dedo. Não faz falta nenhuma, mas assim vê-se melhor. Para que não lhe entalem outro hoje. :-)
PS: e continuamos a ter um menino muito crescido (103cm) mas um peso pluma (16,4 kg). Está óptimo!
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Autonomia
Desde há bastante tempo que o João é autónomo para fazer utilizar o quarto de banho. No entanto gostava sempre da nossa companhia e/ou ajuda ou pelo menos de nos comunicar que precisava de ir ao quarto de banho. Desde há uns 15 dias que já não nos comunica nada. Vemo-lo levantar, ir até ao quarto de banho, levantar a tampa da sanita e fazer o seu xixi. É nestas pequenas coisas que vemos que eles crescem todos os dias.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Quando eu era pequenino
O João é, aparentemente, muito crescido. Passa os dias a relembrar outros dias de quando era pequenino.
"Quando eu era pequenino e tinha zero anos não tinha dentes. Quando eu era pequenino e tinha um ano ainda usava chupeta. Quando eu era pequenino e tinha dois anos estava na escola da Vera. Quando eu era pequenino e tinha..."
Acho deliciosa esta história dele achar que já não é pequenino.
"Quando eu era pequenino e tinha zero anos não tinha dentes. Quando eu era pequenino e tinha um ano ainda usava chupeta. Quando eu era pequenino e tinha dois anos estava na escola da Vera. Quando eu era pequenino e tinha..."
Acho deliciosa esta história dele achar que já não é pequenino.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
O João é um menino fácil
É fácil de convencer a fazer o que queremos (embora seja teimosinho). É, regra geral, bem comportado e educado. Mas não é rapaz de dar beijos a terceiros a nosso pedido, lá isso não é. É timido e não é menino de sorriso aberto para quem não conhece, mas é capaz de fazer a cara mais deliciosa de provocação assim como quem diz "Eu estou a fazer de conta que tenho vergonha mas estou a adorar que te metas comigo". Não risca nas paredes, não parte coisas, nem diz asneiras (ainda?). Pede autorização quando quer abrir um brinquedo novo ou brincar com alguma coisa que lhe esteja interdita (mesmo que esteja ao alcance dele). Gosta da escola e dos amigos. Não gosta muito de novidades radicais nem de sítios diferentes, prefere as rotinas dele. Brinca muito mas deviamos ter mais tempo para brincar ainda mais com ele. Adora o parque infantil, jogar à bola e o ar livre no geral. Gosta de ir dormir ao hotel (seja ele qual for). Não gosta muito de ser elogiado, fica algo envergonhado. É muito, muito sensivel embora nem todos se apercebam. É muito cautelososo. Adora carros, comboios, aviões, pistas. Não gosta de motas: só ao longe porque fazem muito barulho. Começa as conversas com "Sabes mamã, ..." e termina muitas vezes com "...é, pois é mamã?" Gosta de cães e gatos, mas tem medo quando se aproximam demasiado. Gosta de ajudar em tudo: cozinhar, varrer, meter a louça na máquina. E eu aproveito. Nunca quer tomar banho, mas depois de lá estar nunca quer sair. Adora puzzles e livros. E a Ovelha Choné, o Chuggington, o Uki, o Thomas, o Mickey, o Timmy, os Little Einsteins, o Bob o Contrutor, etc. Detesta os Gormitis e alguns desenhos animados onde aparece o lobo mau (ou outro personagem mau). Chora que nem um desalmado quando vê algo do género. Está a passar o segundo Outono e Inverno sem maleitas (shhhhh, não comemoremos antes do tempo). Vai à casa de banho sózinho. Não se veste sózinho por preguiça (comodidade) dos pais, mas temos que resolver isso. O mesmo vale para o leite por biberão. Cada vez que apanha uma chupeta esquecida num canto (tinha tantas!) deita-a no caixote do lixo. Já não as usa há mais de um ano. Adora brincar na praia. E passear. Voltou a usar fralda à noite depois de a ter deixado uns meses largos sem descuidos. Passa a vida a dizer "Quando eu tiver 100 anos vou fazer..." e também que quando ele for crescido nós vamos ficar bebés. Ou a recordar tempos de quando era pequenino. Adora ver fotografias. E ouvir música. Fala muito e bem. Muito explicadinho. Televisão, dvd e box não têm segredos para ele. O telemóvel também não. E começa, com a nossa presença, a mexer no computador. Adora escrever no pc os nossos nomes (ditando-lhe as letras, claro), os números, etc. Tem diálogos iguais aos que vê nos desenhos animados e está em plena época do faz de conta. "É a fingir, mamã." diz ele amiúde. A palavra da ordem é o não. Partilha muito bem as coisas dele com as outras crianças. Incentiva-as a brincar com os brinquedos dele. Não compreende quando os outros meninos não são assim. Dá beijos quentinhos e abraços grandes. É lindo. E faz hoje três anos e meio.
Piquenique
Há algum tempo que o João nos pede para fazer um piquenique. O tempo não tem ajudado e por isso estamos sempre a dizer que um dia o fazemos.
Ontem foi o dia! Montamos o piquenique no tapete da sala com tudo o que tinhamos direito... só as formigas não foram convidadas. E ele adorou.
Ontem foi o dia! Montamos o piquenique no tapete da sala com tudo o que tinhamos direito... só as formigas não foram convidadas. E ele adorou.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Curtas ainda do Natal
- Quando viu duas prendas debaixo da nossa árvore de Natal disse logo que só uma era para ele. "A deve ser para a Matilde, porque o Pai Natal só pode trazer uma prenda a cada menino" (senão os outros meninos ficam sem prendas)
- Quando o avô paterno lhe deu uma nota verdinha pegou nela e entregou-ma dizendo: "Toma mamã, toma para ires ao Continente comprar ervilhas pequeninas para mim." (ervilhas pequeninas são lentilhas e ele adora)
- Assim que o Pai Natal entrou em casa dos nossos primos desatou num berreiro. Nem se quis aproximar. Depois de uma primeira prenda aceite a custo, já aceitou bem a segunda e à terceira até se despediu com um beijo.
- Continua a preferir o meu presépio ao presépio todo giro (e inquebrável) que lhe comprei da Playmobil.
- Ficou mal habituado aos fins de semana grandes em casa... e eu também.
- Quando o avô paterno lhe deu uma nota verdinha pegou nela e entregou-ma dizendo: "Toma mamã, toma para ires ao Continente comprar ervilhas pequeninas para mim." (ervilhas pequeninas são lentilhas e ele adora)
- Assim que o Pai Natal entrou em casa dos nossos primos desatou num berreiro. Nem se quis aproximar. Depois de uma primeira prenda aceite a custo, já aceitou bem a segunda e à terceira até se despediu com um beijo.
- Continua a preferir o meu presépio ao presépio todo giro (e inquebrável) que lhe comprei da Playmobil.
- Ficou mal habituado aos fins de semana grandes em casa... e eu também.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
O João e o circo
O João estranha muitos sítios. Em especial se forem escuros e tiverem música alta ou outros sons altos. Estranha os espectáculos na Casa da Música, estranhou o recinto da Festa de Natal (e no ano anterior, e no outro, e no outro), etc. E assim que nos ouviu falar em circo dediciu que não gostava e que não queria ir. Mas fomos, que estas coisas têm que ser ultrapassadas.
Depois de um susto incial quando o apresentador grita (literalmente) aos nossos ouvidos "SENHORAS E SENHORES, MENINAS E MENINOS!", foi muito giro vê-lo descolar do meu colo e prestar imensa atenção a trapezistas, malabaristas, animais, palhaços, etc. Acho que não percebeu metade das piadas dos palhaços, mas riu-se às gargalhadas com as asneirolas que eles faziam. O único que lhe passou completamente ao lado foi o espectáculo de magia, não ligou nenhuma.
No final, depois de insistir que não tinha gostado (Pois,pois! Teimosinho... a quem sairá?) ainda teve tempo para dar uma volta no amigo do Faísca nos carroceis estratégicamente montados à porta do circo. Para o ano há mais!
Depois de um susto incial quando o apresentador grita (literalmente) aos nossos ouvidos "SENHORAS E SENHORES, MENINAS E MENINOS!", foi muito giro vê-lo descolar do meu colo e prestar imensa atenção a trapezistas, malabaristas, animais, palhaços, etc. Acho que não percebeu metade das piadas dos palhaços, mas riu-se às gargalhadas com as asneirolas que eles faziam. O único que lhe passou completamente ao lado foi o espectáculo de magia, não ligou nenhuma.
No final, depois de insistir que não tinha gostado (Pois,pois! Teimosinho... a quem sairá?) ainda teve tempo para dar uma volta no amigo do Faísca nos carroceis estratégicamente montados à porta do circo. Para o ano há mais!
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
sábado, 22 de dezembro de 2012
Como disse?
Ontem tivemos grandes revelações. O João contou-nos, com alguma imodéstia, que é o mais rápido a jogar à bola. E que os mais rápidos eram os do Benfica, logo ele era do Benfica.
Aí o pai começou a ficar azul.
Continuou dizendo que quer umas calças curtas e uma camisola vermelha e branca com um numero e o nome dele.
Mas há outras opções, dizia eu. Azul e branco. Verde e branco. Não, insistia ele. Tinha que ser vermelho e branco.
O pai já estava roxo. E decidiu que ia já hoje comprar uma camisola à loja do FCPorto.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Se dúvidas houvesse tinha-as tirado na hora!
Ontem fomos levar um desenho e umas bolachas à educadora da escola onde o João andou até completar 3 anos. Ela não sabia que iamos e quem lhe pediu para vir à porta não sabia quem eramos (devia ser nova na escola).
Assim que assomou à porta teve um ataque de choro e agarrou-se ao João. "Que saudades eu tinha do meu menino!", repetia ela. E chorava de felicidade por o ver. Ela e eu por ver o carinho que ela tem pelo João.
Esteve ou não muito bem entregue durante os primeiros anos de vida?
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
A ameaça
A ameaça mais ouvida lá em casa nos últimos dias é:
"Se não tomas o café todo não vais ter presentes do Pai Natal!"
"Se não me deixas ver o Chugginton não vais ter presentes do Pai Natal!"
"Se não... não vais ter presentes do Pai Natal!"
Escusado será dizer que a ameaça é feita em sentido contrário ao natural: é mesmo o João que ameaça pais, avós, tios, etc. Deve ser o que ouve na escola, nós em casa nem usamos muito esta estratégia... senão o que fazer depois da chegada do Pai Natal? Ameaçar já para o ano? :-)
Em compensação sabe que o Pai Natal só pode trazer uma prenda. "Se o Pai Natal trouxer muitas prendas para mim, então os meus amigos da escola ficam sem prendas e não pode ser, pois não?" Mais uma vez aprendido na escola e muito bem. A ver se me lembro disto na distribuição de prendas... vai ser dificil resistir.
"Se não tomas o café todo não vais ter presentes do Pai Natal!"
"Se não me deixas ver o Chugginton não vais ter presentes do Pai Natal!"
"Se não... não vais ter presentes do Pai Natal!"
Escusado será dizer que a ameaça é feita em sentido contrário ao natural: é mesmo o João que ameaça pais, avós, tios, etc. Deve ser o que ouve na escola, nós em casa nem usamos muito esta estratégia... senão o que fazer depois da chegada do Pai Natal? Ameaçar já para o ano? :-)
Em compensação sabe que o Pai Natal só pode trazer uma prenda. "Se o Pai Natal trouxer muitas prendas para mim, então os meus amigos da escola ficam sem prendas e não pode ser, pois não?" Mais uma vez aprendido na escola e muito bem. A ver se me lembro disto na distribuição de prendas... vai ser dificil resistir.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Nas sábias palavras do João
"Está a FICAR Natal".
Ontem fizemos o pinheiro de Natal com a sua ajuda. Temos um presépio em peluche de pendurar no pinheiro e, por algum motivo que me ultrapassa, o João pendurou o Gaspar mesmo lá atrás virado para a parede... já perceberá ele alguma coisa de politica?
Estivemos a brincar com o presépio a sério e a ensinar-lhe o nome de todas os intervenientes (a vaca e o burro ainda incluídos). Preciso com urgência de lhe comprar um presépio só para ele, caso contrário o nosso não sei se chega ao Natal. Acho que vai ser um da Playmobil caro que só ele... :(
Já fomos advertidos pelo mais pequeno que se não nos portarmos bem e não comermos a sopa toda, o Pai Natal não nos traz presentes. Pois, pois. O Gaspar trata disso para Janeiro.
Queria começar ontem a comer os chocolates do calendário do advento... e como lhe explicamos que só começa no dia 1?
(E desde que começou a escola só tivemos uma constipação ligeira sem febre bem nada... mas é melhor escrever isto em letras pequeninas para não se lembrarem...)
Ontem fizemos o pinheiro de Natal com a sua ajuda. Temos um presépio em peluche de pendurar no pinheiro e, por algum motivo que me ultrapassa, o João pendurou o Gaspar mesmo lá atrás virado para a parede... já perceberá ele alguma coisa de politica?
Estivemos a brincar com o presépio a sério e a ensinar-lhe o nome de todas os intervenientes (a vaca e o burro ainda incluídos). Preciso com urgência de lhe comprar um presépio só para ele, caso contrário o nosso não sei se chega ao Natal. Acho que vai ser um da Playmobil caro que só ele... :(
Já fomos advertidos pelo mais pequeno que se não nos portarmos bem e não comermos a sopa toda, o Pai Natal não nos traz presentes. Pois, pois. O Gaspar trata disso para Janeiro.
Queria começar ontem a comer os chocolates do calendário do advento... e como lhe explicamos que só começa no dia 1?
(E desde que começou a escola só tivemos uma constipação ligeira sem febre bem nada... mas é melhor escrever isto em letras pequeninas para não se lembrarem...)
terça-feira, 6 de novembro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Da nossa fragilidade
Há uns dois meses o João teve uma dor de cabeça súbita e paassageira. Súbita porque apareceu em força, tipo fisgada. Passageira porque durou apenas alguns segundos. Passado uma semana aconteceu a mesma coisa. Preocupou-me um pouco, mas atribuí à praia e piscina... quem sabe ouvidos, frio, qualquer coisa do género. Estavamos de férias. Ficariamos atentos. Não voltou a acontecer.
Mas na última semana de Setembro voltou a acontecer. Era a terceira vez que acontecia e não havia praia ou piscina ou frio. Antecipei a consulta no pediatra. Saímos de lá com a (in)segurança de que não devia ser nada, mas tratando-se de dores de cabeça não há como arriscar, diz o Dr. P.: vamos fazer uma ressonância magnética cerebral.
Esse foi o primeiro drama: ressonância nesta idade implica anestesia. Sedação se lhe quiserem chamar. Não fiquei nada confortavel com a situação. O pediatra garantiu-me que não tinha com o que me preocupar, era uma anestesia ligeira. Mas... Depois havia a obrigatoriedade de jejum. E só consegui marcar para as 19h. O que fazer quando ele pedir o lanche? Ou quando pedir água que habitualmente bebe toda a tarde (muita água ele bebe!).
No fundo não correu mal. O avô adormeceu-o e dormiu toda a tarde! Menos um problema. Houve um atraso de meia hora, tiveram o cuidado de me avisar uma vez que ele estava em jejum e tinha que continuar. Mas se tivesse que repetir não o voltaria a fazer na clinica onde fiz. A anestesista foi eficaz mas nada atenciosa ou simpática, como se espera que seja para pessoas que estão em stress (crianças!!!). Queria inclusivé que assinasse um documento em como recebi as informações todas necessárias e autorizava a anestesia... quando não recebi nenhuma informação e depois dele já estar anestesiado! Acordou choroso como é normal mas sem qualquer efeito secundário. Assim que se viu no meu colo estava molengo mas a resmungar com a anestesista que queria perceber se ele reagia aos estimulos e podia vir embora. Nem recobro foi preciso.
No final de contas o João nem deu conta do que se passou e à hora de jantar estava animado e a comer como um leão (recomendavam refeiçõs ligeiras, mas o rapaz tinha fome... o que fazer??)
Depois veio a espera pelo resultado. Só podia estar tudo bem. Ele não tem qualquer atraso de ordem nenhuma. Não se desiquilibra facilmente. Não fica estático e sem reacção. Não teve convulsões. Não tem atitudes estranhas. Não tem nada fora do normal. Mas e se nós não vemos? E se ainda é um problema no início? E se... tudo passa pela cabeça.
O resultado chegou hoje. E estava tudo normal. E aí sim, sosseguei. Quinta feira vamos sossegar também o pediatra e descobrir porque é que o raio dos seios nasais estavam inflamados, que foi a única coisa para que chamaram a atenção (querem ver que vem aí uma sinusite?).
Mas na última semana de Setembro voltou a acontecer. Era a terceira vez que acontecia e não havia praia ou piscina ou frio. Antecipei a consulta no pediatra. Saímos de lá com a (in)segurança de que não devia ser nada, mas tratando-se de dores de cabeça não há como arriscar, diz o Dr. P.: vamos fazer uma ressonância magnética cerebral.
Esse foi o primeiro drama: ressonância nesta idade implica anestesia. Sedação se lhe quiserem chamar. Não fiquei nada confortavel com a situação. O pediatra garantiu-me que não tinha com o que me preocupar, era uma anestesia ligeira. Mas... Depois havia a obrigatoriedade de jejum. E só consegui marcar para as 19h. O que fazer quando ele pedir o lanche? Ou quando pedir água que habitualmente bebe toda a tarde (muita água ele bebe!).
No fundo não correu mal. O avô adormeceu-o e dormiu toda a tarde! Menos um problema. Houve um atraso de meia hora, tiveram o cuidado de me avisar uma vez que ele estava em jejum e tinha que continuar. Mas se tivesse que repetir não o voltaria a fazer na clinica onde fiz. A anestesista foi eficaz mas nada atenciosa ou simpática, como se espera que seja para pessoas que estão em stress (crianças!!!). Queria inclusivé que assinasse um documento em como recebi as informações todas necessárias e autorizava a anestesia... quando não recebi nenhuma informação e depois dele já estar anestesiado! Acordou choroso como é normal mas sem qualquer efeito secundário. Assim que se viu no meu colo estava molengo mas a resmungar com a anestesista que queria perceber se ele reagia aos estimulos e podia vir embora. Nem recobro foi preciso.
No final de contas o João nem deu conta do que se passou e à hora de jantar estava animado e a comer como um leão (recomendavam refeiçõs ligeiras, mas o rapaz tinha fome... o que fazer??)
Depois veio a espera pelo resultado. Só podia estar tudo bem. Ele não tem qualquer atraso de ordem nenhuma. Não se desiquilibra facilmente. Não fica estático e sem reacção. Não teve convulsões. Não tem atitudes estranhas. Não tem nada fora do normal. Mas e se nós não vemos? E se ainda é um problema no início? E se... tudo passa pela cabeça.
O resultado chegou hoje. E estava tudo normal. E aí sim, sosseguei. Quinta feira vamos sossegar também o pediatra e descobrir porque é que o raio dos seios nasais estavam inflamados, que foi a única coisa para que chamaram a atenção (querem ver que vem aí uma sinusite?).
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Quase quase a adormecer
Disse-me ontem com orgulho indisfarçavel: "Mamã, hoje usei tesoura na escola!"
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