segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Criopreservação de células estaminais: sim ou não?

Está aberta a discussão! Eu aviso já que não sei o que fazer... por isso, como sempre, estou aberta a todas as opiniões.
Fica a notícia retirada do "Ciência Hoje" como mote:

Criopreservação: sim ou não?

Questão levantada no Congresso Português de Medicina da Reprodução

Rui Reis, o Presidente da Sociedade Portuguesa de Células Estaminais (SPCE), considerou hoje que "faz todo o sentido" investir na criopreservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical, tendo em conta os previsíveis avanços da ciência. A posição de Rui Reis surge em resposta ao responsável pela unidade de transplantação de medula óssea do Instituto Português de Oncologia, Manuel Abecassis, que considerou esta manhã não valer a pena gastar mais de mil euros na criopreservação.
"Coisas que hoje ainda não são possíveis na prática clínica, sê-lo-ão com certeza daqui a 10 ou 15 anos. Há que acreditar nos cientistas", contrapôs o presidente da SPCE, em declarações à agência Lusa. "Há quem faça um seguro automóvel contra todos os riscos mas há também quem arrisque andar na estrada sem seguro", ilustrou Rui Reis. "Quem puder, deve investir mesmo na criopreservação do sangue do cordão umbilical para uso próprio. Faz todo o sentido", frisou Rui Reis, considerando que "há um conjunto de abordagens que nunca será possível com células de outro paciente". Explicou que a prática está generalizada em muitos países e referiu que em Espanha, onde foi proibida, a família real optou pela criopreservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical dos seus herdeiros nos Estados Unidos.


No final do 3º Congresso Português de Medicina da Reprodução, hoje no Porto, o especialista Manuel Abecassis questionou a utilidade da criopreservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical. Reduzindo esta prática a uma "moda", disse que se tivesse agora um filho "pegava nos 1.200 euros e comprava certificados de aforro", e quando ele tivesse 18 anos entregar-lhe-ia os títulos. "Nestes milhares de sacos de sangue congelado em todo o mundo há três casos de sucesso, portanto, não se pode dizer que não serve para nada, mas o que se pode dizer é que a probabilidade de utilização é muito baixa e, provavelmente para todos os casos, há alternativas", justificou. Manuel Abecassis afirmou que os sites das empresas privadas que se dedicam à congelação do sangue do cordão umbilical "não contêm informação correcta, rigorosa e objectiva", sendo "muito fantasiosos". O responsável criticou o facto de as empresas portuguesas que desenvolvem esta actividade apresentarem esta técnica aos pais como "um seguro de vida para o filho", dando a entender que o sangue "pode servir para tudo e mais alguma coisa". Em contrapartida, o responsável defendeu a criação de um banco público de sangue do cordão umbilical, afirmando que "faz falta".

Noticia publicada em Maio de 2007

10 comentários:

Pat disse...

Nós por cá, depois de muita pesquisa e opiniões de familias e médicos, decidimos não o fazer! Vê os meus posts:
http://anossa1viagem.blogspot.com/2009/01/preservao-das-clulas-estaminais.html

e

http://anossa1viagem.blogspot.com/2009/01/est-um-rapago.html

jinhos

Sarita disse...

Olá querida mamã.
Tens um miminho no meu blog

Sandra e Dinis disse...

Eu não fiz. é muito caro e ainda não está 100% provado que é eficaz, vi um reportagem na TV à ubs tempos.

Mas tu é que sabes!

Bjs

Ana Luísa disse...

Nós não fizémos... Achámos muito caro e francamente depois de ler e até contactar algumas empresas sobre o assunto, não fiquei convencida...
É uma decisão muito pessoal e vossa.
O único caso que conheço foi o do sobrinho dum colega que tinha uma doença rara e os pais engravidaram para ele ser tratado com as células da irmã que vinha a caminho. Infelizmente o sobrinho do meu colega não resistiu e faleceu antes da irmã nascer...
Beijinhos.

Pat disse...

A questão do E se... só se coloca no caso de já termos ou pensarmos vir a ter um 2º filho. Como as células são extraídas do cordão umbilical, têm os mesmos genes do nosso filho, ou seja, já estão no código genético. As células só podem salvar a vida de outro filho...
Obviamente cada um sabe de si e esta decisão deve caber unicamente aos pais sem interferência de outros, excepto os médicos. Eles melhor que ninguém sabem como "andam" os progressos na área!

Ana disse...

olá... eu tentei fazer... digo tentei pois o sangue que foi recolhido na maternidade não continha células estaminais suficientes e por isso não foi feita a criopreservação... não me arrependo de ter tentado... de facto é caro... mas sendo uma pessoa ligada à ciência acho que neste campo tudo muda muito rápido e daqui a uns meses já podem haver muitas mais aplicações para as células estaminais... por isso tendo a possibilidade económica acho que faria sempre...

Beijokas

Mamã Pirata disse...

Quando estava grávida tb tivemos a mesma duvida e chegamos a conclusão que n iamos fazer.

Mas cada um sabe de si.

...Como estás? Sentes-te bem?
E essa barriguinha?Cresce mto:))

Bjs ao teu bebé.

Roxa disse...

Eu ainda ando a dormir sobre o assunto. Estou muito confusa mesmo. Entretanto, deixei um mimo para ti no meu blogue.

Cláudia disse...

Eu fiz... também ponderei bastante, mas acabei por fazer, porque a ciencia está sempre a evoluir, e não me quero arrepender no futuro de não ter feito...

Eu fiz da bebevida.

Beijinhos

debsousa disse...

CRIOPRESERVAÇÃO
Muito se tem falado sobre Criopreservação, mas pouco se tem concluido. A informação recebida por parte das empresas é "ligeiramente" diferente do parecer da Ordem dos Médicos (em anexo). Peço que publiquem esta informação e a partilhem com todos os vossos contactos. Espero que da próxima vez que alguém decidir contratar este serviço, tenha a informação fidedigna!!! As empresas "esquecem-se" de referir que:
- a probabilidade de uso autólogo é de 1 em 20.000 (quase nula);
- a probabilidade de uso em terceiros é de 1 em 3000;
- todas as curas, são meras hipóteses e não comprovadas cientificamente;
- a conservação só está garantida até 15 anos (e não 20 ou 25 anos, como indicam os contratos, que ainda se renovam...); etc
Mas, elas lembram-se de se aproveitarem da fragilidade de quem vai ser mãe/pai, para fazerem chantagem emocional...
Gostaria de ter publicado aqui o parecer da ordem dos médicos, mas não sei como se faz...