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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Saudades do João

De manhã é a correria. Banho, vestir, tomar pequeno almoço, ocasionalmente estender roupa, acordar o João, vesti-lo, dar-lhe o leite, não esquecer da mochila, da chupeta, do chapéu, enfim. Ninguém deveria ser obrigado a lembrar-se de tanta coisa logo de manhã.

Durante o dia é a correria para pôr em ordem dois meses de ausência do escritório. A minha substituta é competente, mas tenho que rever TUDO o que ela fez em acumulação com o trabalho actual.

Ao final da tarde correria para chegar à baixa e arranjar um lugar para estacionar que não seja num daqueles parques que me cobra 2,50€ à hora. Quase que fica mais caro o parque de estacionamento do que a fisioterapia. Segue-se a fisioterapia, sempre com vontade que acabe mais cedo do que deve.

Por volta das 20h apanho o João em casa do meu pai e rumo até casa, onde o pai também está a chegar. É a correria outra vez. Banho e jantar do João, nosso jantar muitas vezes comprado ou aldrabado para ser mais rápido, e já são horas do João dormir.

E brincar com o pai e a mãe? Pois, não há tempo. Não estou a gostar nada deste ritmo. Estou ansiosa que acabe a fisioterapia para voltar a ter mais tempo para ele. Principalmente depois de 1 mês inteiro com ele, sinto a falta de brincar com ele. E ele sente isso, claro. desforramo-nos no fim de semana, mas é tão pouco para o que ele merece...

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Terrores nocturnos... dos pais

Porque é que em 50% das minhas noites acordo sobressaltada a pensar que o João vai cair da nossa cama a baixo? E o pai idem? Porquê? Se o João muito raramente dormiu na nossa cama, não mais que 3 ou 4 vezes? Será que o devemos deixar dormir mais vezes connosco para tirar esta teima? Será que no nosso subconsciente temos ainda mais medo de o ver cair?
Não sei, só sei que esta manhã o pai agradeceu-me o facto de o ter agarrado com tamanha força durante a noite que seria impossível ele ter caído ao chão... mesmo que quisesse fugir! Isto enquanto dizia: "Não João, assim vais cair. Não!" Deve ter apanhado um susto...

sábado, 3 de julho de 2010

A mamã

Esta semana dormi pela primeira vez longe da mamã. Foi só um dia e o papá cuidou muito bem de mim, mas ela diz que morreu de saudades minhas.

Ela foi para um sitio parecido com o sitio onde nasci, mas não trouxe de lá um bebé... trouxe duas coisas esquisitas a que chamam canadianas. Nos primeiros dias ficava ainda mais patareca do que eu a andar com aquilo, mas agora já lhe começa a apanhar o jeito. No entanto diz que lhe dói tudo menos o pé que foi operado. Acho que andar com aquelas coisas deve puxar pelo físico Agora é que vou ter uma mamã elegante...se ela não exagerar nos lanches!

Agora vou ali dar-lhe mais uns beijinhos e umas mordidelas para a compensar.

João, 11 meses

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Curtas sobre a semana passada

O bebé esteve com febre: uma amigdalite que deu direito a Clamoxyl. O que ele gostou do Clamoxyl. Lambia-se todo cada vez que tinha que o tomar.
Passado uns dias, o pai esteve com uma amigdalite. Agora está a mãe e está completamente afónica. Adivinham quem terá trazido este bichinho cá para casa???
A mãe tem tanto que fazer antes de ir de férias e de ser operada a um pé (na próxima e na outra semana, respectivamente). É preciso terminar os pendentes no local de trabalho, pensar nas diversas malas para as férias com o João e na organização da vida lá de casa enquanto estiver sem poder andar. Quase nem tenho tempo de vir aqui...

O bebé teima em não adormecer sózinho há mais de um mês e dá cabo do juízo e do coração dos pais que odeiam ouvi-lo chorar. Vai ter que reaprender e as férias não vão ajudar nada. mas férias são férias e vamos aproveitar sem pensar nisso.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Ser mãe e ser pai

Ser mãe e pai é uma coisa perfeitamente natural lá em casa. Adaptamo-nos com uma facilidade surpreendente e, apesar de termos mudado algumas coisas na nossa vida, não deixamos de fazer a maior parte das coisas que faziamos. Mas enquanto antigamente as faziamos a dois, agora temos o prazer de as fazer a três. Não recusamos saídas para almoços e jantares com amigos, não deixamos de sair de casa em dias de chuva, continuamos a ir ao shopping quando queremos ou precisamos, vemos as nossas séries favoritas enquanto ele dorme, enfim.

E acho que é assim que deve ser. Com limites, claro. Acima de tudo com bom senso. Não vamos levá-lo a jantar num restaurante para fumadores ou se sabemos que ele está perfeitamente ko e vai fazer uma birra de sono monumental. Mesmo neste caso, se queremos mesmo ir, damos uma volta maior para ele adormecer no carro e assim dormir durante o jantar no seu ovo. Porque sabemos que ele dorme, claro. E se está a chover? Temos mesmo que ficar em casa? Não, desde que ele vá bem protegido e agasalhado. Uma voltinha de carro ou até casa de uns amigos só faz bem! Dá mais trabalho, isso dá, mas também é mais compensador. O shopping está cheio? Vamos a um que é mais calmo.

Provavelmente o facto de sermos assim não se deve só a nós. Deve-se ainda mais ao facto dele ser um menino tranquilo, que (ainda) não faz birras, que dorme e come muito bem desde que nasceu, que apenas com dois dedos de conversa fica feliz da vida. É bom, é muito bom sermos pais do João.